domingo, 1 de março de 2015

O Abismo

Galera é só aqui ou aí também não está aparecendo as imagens no widgets?! 

Alguma vez já ouviu falar de um jogo chamado "O Abismo (N.T: Em inglês, 'The Depths')?". Não é surpreendente se você não tiver ouvido. Ele nunca foi lançado para o público. Cópias contrabandeadas foram espalhadas pelos Estados Unidos por volta de 2006 - 2007, mas tinha completamente desaparecido em 2008. Até o momento, apenas algumas pessoas falaram saber sobre o jogo e poucas destas tinham realmente jogado-o. Ainda é desconhecido quem desenvolveu o jogo ou de onde ele veio, pois nenhum detalhe é encontrado em nenhum lugar onde os arquivos eram instalados.

Adicionalmente, ninguém nunca terminou o jogo devido as gratuitas montanhas de imagens assustadoras retratadas e o trauma que seguiu. O que vem a seguir é uma descrição do O Abismo, daqueles que o jogaram.

Os usuários que instalaram o jogo com sucesso diziam que depois da instalação seus computadores nunca mais funcionaram como antes. Travadas, telas azuis, arquivos corrompidos eram comum depois de joga-lo. O único jeito de remover o jogo limpando o hard drive.  Não adiantava deletar arquivos, desinstalar, nada. Ele permanecia no computador, nunca sumia. Alguns usuários reportaram ver alguns arquivos sendo clonados em diferentes partes de seus computadores - como uma clonagem - fazendo os arquivos aparecerem em pastas indesejadas.

O cenário do jogo é supostamente o topo de uma montanha, em um ambiente com bastante neve e seja lá quando o jogador andasse para muito longe, eles caiam e morriam. Nada demais pode ser visto de inicio, apenas neve. Um display infinito de neve caindo. Isso era o que deixava os jogadores mais frustrados. Eles tentavam andar para todas as direções possíveis para achar apenas mais neve, até que caíssem no infinito branco e morressem.  Aí era onde a maioria dos usuários  paravam de jogar, embora os jogadores persistentes acharam uma forma alternativa.

Levava múltiplas mortes, mas eventualmente o jogador descobria para onde ele devia ir: para baixo.  Assim que criado você pode olhas para baixo e ver uma porta aparafusada. Abrindo-a, lava o jogador para a nova sequencia do jogo.

Assim que a porta é aberta, o jogador começa a cair em uma cova escura.  É um breu completo e tudo que pode ser ouvido é o som do vento enquanto tu caí. Depois de 20 segundos de uma queda ininterrupta, você vê luz no fim do túnel.  O jogador chega no fundo da cova, e logo que eles tocam o solo, um grito pode ser ouvido. O jogador está agora em um grande salão sem portas ou saídas, apenas a luz e o túnel logo acima.

As paredes são cobertas de sangue, a luz oscila, e o som de um baixo balbuciação está tocando de fundo. Essa área é onde a maioria dos jogadores desistem - alguns por tédio outros por medo.

Não há nada que o jogador possa fazer nesse ponto exceto andar pelo salão, procurando por seja lá que eles deviam fazer a seguir. Mais sons começam a tocar enquanto o jogador caminha: vento soprando, água pingando, rosnados. Os jogadores geralmente ouvem os rosnados atrás deles, com medo, eles se viram rapidamente. Quando o jogador se vira, eles veem, por uma fração de segundo, uma figura escura correndo para a escuridão do quarto.
Isso acontece todas as vexes que o jogador olha repentinamente para trás. Tocando as paredes mal iluminadas faz com que o jogo trave por alguns momentos antes de voltar ao normal. Mais sons começam a ficar audível, e eventualmente um piano batendo e gritando se torna mais e mais frequente.  

O volume dos barulhos cresce enquanto os jogadores tentam mutar seus sons, mas é impossível. Os sons continuam tocando até ficarem em nível altamente estridente. Nesse ponto todos os jogadores experimentaram a mesma coisa. Os jogos brilhavam, os mouses paravam de funcionar, e o quarto estaria repentinamente cheio de corpos mortos. Cadáveres sem vida, surgindo do nada, por todo o salão em pilhas até que o jogador estivesse quase coberto de corpos. Cada um dos corpos estão falando murmurando palavras indistinguíveis.
Suas bocas dizem coisas sem sentido enquanto os olhos parecem estar apertos, mas são completamente negros. O jogador é obrigado a ficar falando com os cadáveres por estarem presos e não poder sair do lugar. A única coisa que podem a fazer é olhar em volta e ver os corpos o encarando e falando coisas irreconhecível em um tom demoníaco.

Nesse ponto, o jogador é incapaz de pausar ou sair do jogo. Eles podem apenas olhar e ver os corpos falando em uma linguagem sem nexo. Isso continua por apenas um curto período de tempo, mas nesse ponto, a maioria dos usuários remanescentes tinham desligado a força seus computadores. Os cadáveres em certo ponto mudavam suas palavras sem sentido para uma unissonância. Em um último grito, todos mantinham suas bocas abertas em um grua impossível. Parece-se como se suas mandíbulas quebrariam a qualquer momento enquanto eles gritavam em um volume alto alarmante.

O grito coletivo dos corpos ficam mais alto, e mais distorcido. Assim que os gritos se tornam quase insuportáveis, corta para uma tela preta e os gritos param de repente. Essa escuridão dura por um longo tempo. O jogador começa a ouvir uma risada perto de si. O riso está fora, entretanto; parece que alguém mexeu com o áudio. A risada se aproxima cada vez mais até que finalmente, acaba com um "HA!" muito alto. Esse som é acompanhado por um frame da foto do rosto de um velho, retorcido pela idade, e tapando a maior parte da tela. Ele tem sua boca aberta... sorrindo.

Esse frame aparece apenas por alguns milésimos de segundo, e logo depois a escuridão acaba. Mesmo que tenha apenas uma fraca luz, o jogador pode olhar para baixo e ver seu corpo amarrado em um poste de madeira. 

Essa parte é quando os usuários descrevem como a pior. A luz acima deles, brilhando no jogador, é confinada em um pequeno circulo em cima dele. Sombras pequenas começa a parecer no circulo no chão; as sombras parecem com corpos distorcidos e multilados. Finalmente pegadas são ouvidas. O velho da foto pode ser visto de corpo inteiro enquanto ele anda até seu corpo imobilizado. Ele é baixo e careca; seu rosto esta abaixado e ele esta usando um par de calças surradas.

Seu dorso está quase completamente rasgado ao meio. A única coisa mantendo o corpo de não se partir em dois é o fio de pele conectando o pescoço com sua cabeça; A perna esquerda dele esta substituída por um longo e enferrujado tubo de metal. Enquanto ele se aproxima de você com tesouras no lugar de mãos, os arranhões do tubo metálico no chão dão ao jogador a sensação de unhas arranhando um quadro. Quando ele está perto de você, ele olha para cima. O jogador pode ver seu rosto inteiro.

O rosto do homem se parece igual ao que aparecera antes. Seus olhos parecem estar faltando e sua boca está aberta, sorrindo. Esta coberta de sangue - sangue que parece seco a alguns dias. Ele começa a girar a cabeça enquanto olha para você com sua boca aberta. O jogador pode apenas olha-lo, se poder se mexer. O homem levanta seu braço torcido segurando tesouras, e enfia em seu corpo. Sangue jorra de seu corpo em quantias anormais. Os poucos jogadores que presenciaram essa cena, descrevem-na como horrivelmente realística.

O homem pega as tesouras e leva até o seu pescoço, deixando com um efeito de zíper que nem a do seu dorso.  O corpo do jogador é aberto e as entranhas caem para fora em cima do peito do velho. Ele então remove as tesouras, vai até o chão e pega um espelho. Ele vira o espelho para você. Mesmo sendo que o rosto do jogador não pode ser visto no reflexo do espelho,  o peito do jogador - agora cortado ao meio- pode ser vista toda a cena grotesca.
O homem então deixa o espelho cair, vai ao chão novamente, e pega um machado. Ele balança o machado até o poste de madeira em que você esta amarrado, várias vezes, até que o poste e você caiam ao chão.

O jogador agora está olhando para o teto, ouvindo o velho rir. Ele se ajoelha na frente de seu rosto, com a boca ainda aberta, e deixa sair um último "HA!".  Ele se levanta e anda em volta do jogador segurando seu machado, arrastando sua perna de metal enquanto caminha. Quando ele chega aos pés do jogador, ele deixa escapar quatro palavras em uma voz nojenta e repulsiva, "Apenas... igual..." Ele levanta o machado acima de sua cabeça, olha para você, e gora a cabeça. Ele grita as palavras finais enquanto ele acerta o machado em seu joelho.

"A MIM!"

O jogo continua. Poucos jogadores ficaram até esse ponto.

Depois que o homem arranca sua perna, ele continua rindo e vira sua cabeça. O sangue de seu ferimento spray por todo o dorso dele enquanto tudo que o jogador pode fazer é olhar em volta e ver seu próprio corpo multilado, amarrado no poste ensanguentado. O homem deixa cair seu machado.  Ele vem até você e se ajoelha, e abre sua boca de um jeito impossível. Ele parece te engolir.

O jogo trava por um momento e tudo que o jogador pode ver é a boca do velho. Em vez de cortar para tela preta, você é instantaneamente levado para outra cena; dessa vez,  o jogador está em um longo e escuro corredor, iluminado apenas por tochas na parede. O jogador está mancando.

O jogador pode apenas andar em uma direção - a frente - até o final do que parece um corredor infinito. A cada passo que p jogador dá, a câmera treme e fica embaçada, até que, finalmente, nada pode ser visto além de círculos de luz.  Por essa nebulosidade, uma pequena figura é vista à distancia. Parece ser a mesma figura vista antes na escuridão do quarto antes; está desfigurada e deformada. Instantaneamente a figura pula na visão do jogador assim que a tela fica mais clara novamente.

Dos poucos jogadores que restaram, cada um disse ver uma coisa diferente pulando em sua direção. Entretanto, em cada uma dessas vezes, era apavorante. O medo que eles sentiram naquele momento era indescritível, tão esmagadora que  todos eles fecharam seus jogos naquele mesmo momento. Os usuários que jogaram essa cena reportaram que o jogo tinha um efeito de curto-prazo na sua saúde mental, mas não a longo-prazo.  Até hoje, ninguém jogou além desse ponto.

Kolmannskuppe - cidade fantasma da Namíbia



Kolmannskuppe é uma cidade fantasma no sul da Namíbia. Era uma pequena aldeia mineira e agora é um popular destino turístico. Ela se desenvolveu após a descoberta de diamantes na área em 1908, para servir de abrigo para os trabalhadores do ambiente hostil do deserto da Namíbia. A vila foi construída como uma cidade alemã, com facilidades como um hospital, salão de festas, estação de energia, escola, teatro, casino e fábrica de gelo. 
A cidade caiu após a I Guerra Mundial quando o preço do diamante caiu. Ela foi abandonada em 1956, mas já foi parcialmente restaurada.

Definição segundo a Wikipedia: "Kolmanskop, (em Alemão: (kolmannskuppe) é uma cidade-fantasma no deserto da Namíbia construída em 1908, a poucos quilômetros da cidade portuaria de Lüderitz. A cidade foi habitada por alemães. O nome da cidade remonta a um transportador chamado Johnny Coleman que durante uma tempestade de areia abandonou sua carroça de boi em uma pequena elevação frente a instalação."

Sally a Suja



O verão foi bom e quente naquele ano. O sol, como sempre, trouxe o calor de sua pele. As brisas leves que varriam o bairro faziam os dias não muito quentes ou frios. Era simplesmente o clima perfeito. Mas um verão Sally nunca vai esquecer.
Sally era uma menina, de oito anos, com longos e encaracolados cabelos castanhos, olhos verdes e brilhantes. Ela foi sempre educada, ela nunca mentiu, e fez o que lhe foi dito. Sua mãe e seu pai simplesmente a adorava, não poderia pedir uma melhor filha.
Sally riu enquanto brincava com seus amigos fora de sua casa. Vários jogos como, amarelinha e pique-pega e com sua boneca. A mãe de Sally sorriu calorosamente para a visão inocente e limpou as mãos no avental, chamando-a para dentro.
"Sally! Vamos entrar agora, é hora do almoço!" Sally olhou para sua boneca e sorriu.
"Ok mamãe!"
Sentou-se à mesa de jantar, Sally bateu levemente em seu assento, animada para quem sabe o que. Sua mãe colocou na mesa uma manteiga de amendoim e geleia, sanduíches com as beiradas cortadas. Alguns palitos de cenoura e aipo ao lado.
"Obrigada mamãe".
"Você é bem-vinda, querida." Como a criança começou a comer seu sanduíche, sua mãe se sentou em frente à menina e sorriu olhando ela comer. "Adivinhe! Seu tio Johnny está vindo." Sally olhou para cima e sorriu, os cantos de seus lábios tinha vestígios de manteiga de amendoim sobre eles.
"Mmg! Jommy Munle?" Ela repetiu a sua comida. Sua mãe riu e concordou.
"Mhm. Ele está vindo para ajudar o pai com seu trabalho, e para cuidar de você também. Talvez todos nós possamos ir para o carnaval também!" Sally mordeu o resto de seu sanduíche rapidamente e engoliu.
"A Sarah e Jennie virão também?" Sua mãe olhou-se no pensamento.
"Bem, isso é com a mãe e o pai deles. Mas se eles deixarem, com certeza!" Mais uma vez a criança riu e saltou na cadeira, agora ainda mais animada nas férias de verão.
Ao longo dos próximos dias, o tio de Johnny dirigiu-se para a casa. Saindo de seu carro, o homem esticou os braços sobre a cabeça e soltou um suspiro cansado.
"Tio Johnny!" Uma voz pequena piava, ganhando a atenção do homem. Sally deixou cair a boneca que ela estava brincando e correu para o membro da família, abraçando-o.
"Heyy Sal! Como tens passado?" Ele perguntou levantando a menina com facilidade, dando-lhe um abraço caloroso. A menina riu e olhou de volta para seus amigos, que estavam acenando em sua direção.
"Eu tenho tocado com Sarah e Jennie. Vamos para dentro e dizer a mamãe que você está aqui!"
"Parece uma ótima ideia." Ele sorriu e caminhou para dentro da casa, chamando a mulher. "Marie! Estou aqui!" Ele chamou, seguido de Sally imitando-o.
"Mama! Ele está aqui!" A dona de casa saiu correndo da cozinha e sorriu ao ver Johnny.
"Johnny, você chegou aqui são e salvo." O homem colocou a menina no chão e deu-lhe um tapinha de fundo para mandá-la fora. E abraçou a mulher.
"É claro que sim. Porque eu não iria vir aqui sã e salvo?" Ele riu, entrando na cozinha com a mulher. Sally correu até a porta da frente.
"Certifique-se de vir antes de escuro!"
"Sim, senhora!" E fora a menina foi.
Como o jantar se aproximava, o pai de Sally chegou em casa, feliz de ver que seu irmão estava lá também. Andando com sua filha, ele caminhou até Johnny com um aperto de mão e um abraço.
"É bom te ver homem, como tem passado?" Ele perguntou cruzando os braços, observando sua esposa pôr a mesa para o jantar. Johnny deu um encolher de ombros, brincando com os polegares.
"Eu e Karen nos separamos."
"Ah, isso é terrível, me desculpe .." Johnny balançou a cabeça com um sorriso.
"Não, está tudo bem. Estou feliz, eu posso mover-me livremente sem ter alguém constantemente querendo saber onde estou e o que estou fazendo." Os dois homens riram juntos, fazendo o seu caminho para a mesa para comer. "Mmm Marie, isso é maravilhoso."
"Obrigada, estou feliz que você tenha gostado."
"Mhm! É gostoso." Os adultos sorriram e riram do louvor da criança.
Prato após prato estava vazio, e Sally começou a bocejar outra vez, esfregando os olhos com as mãos. A mãe sorriu e gentilmente esfregou suas costas.
"Parece que alguém está cansada. Hora de dormir!" Sally assentiu e pulou seu assento, pegando seu prato e levando-o na pia. Sua mãe levantou-se para levá-la para a cama, mas parou quando John agarrou seu braço.
"Vou levá-la para a cama." Ele sorriu, ganhando um em troca.
"Tudo bem, obrigada John." O homem acenou com a cabeça, olhando a mulher fazer o seu caminho para limpar os pratos. Em seguida, olhou para ver seu irmão sair para o banheiro para lavar-se, e seguiu a jovem para o quarto dela.
John sorriu e fechou a porta atrás dele, observando-a remexer sua cômoda pegando o pijama para vestir.

"Você precisa de ajuda?" Ele perguntou, olhando a menina olhar para cima e acenar. "Ok, vamos ver o que você tem." O homem ao lado dela começou a olhar através de seus vários pijamas. "Você tem alguns de morango. Aposto que você vai cheirar como eles em seus sonhos.". Sally riu e balançou a cabeça, indicando que não quer vestir o pijama de morango. Johnny concordou e colocou a camisa de volta, em seguida, tirou outra camisa com um unicórnio nele. "Que tal um presente? Aposto que você vai montar em um unicórnio aqui." Mais uma vez a criança riu e balançou a cabeça negativamente. O homem soltou um bufo pequeno antes de colocar o pijama de volta. Em seguida, pegou uma camisola rosa claro regular. "Que tal isso? Ser capaz de se transformar em uma princesa com isso." Sally olhou e bateu palmas com entusiasmo e assentiu. Colocou o vestido em sua cama, ele estendeu a mão para ela e começou a desabotoar sua camisa.
"Eu posso me vestir tio." Ela disse com um sorriso, olhando inocentemente para as mãos em sua camisa. O homem sorriu e acenou com a cabeça, continuando a trabalhar seu caminho para baixo de sua camisa.
"Eu aposto que você pode, mas você está cansada, e por que não ter alguma ajuda?" Ele perguntou, observando Sally acenar algumas vezes. Uma vez recebendo a camisa desabotoada, ele colocou-o fora de seus ombros e deu-lhe um puxão na barriga, fazendo-a rir. Ele sorriu e tomou conta da orla de seu short e puxou para baixo. Finalmente, o homem agarrou sua camisola e empurrou a abertura sobre a cabeça, certificando-se de seus braços poderia passar as mangas. "Tudo pronto!" Ele disse feliz, vendo o sorriso menina de volta, rindo quando ela delimitada em cima de sua cama. Johnny levantou-se e pegou sua roupa, a porta se abriu e entrou mãe Sally chegou.
"Você está pronta para a cama?" Ela perguntou andando em volta da cama. Johnny olhou para cima e correu para o outro lado da cama.
"Vou guardá-la, tudo bem?" Marie olhou para ele e sorriu balançando a cabeça.
"Claro que não." Ela olhou para a filha e inclinou-se, beijando a criança na testa. "Boa noite meu amor."
"Mama Boa noite." Dando à menina uma massagem suave com o polegar na testa, a mulher levou as roupas Johnny tinha e fez o seu caminho para fora da sala. Johnny sorriu para a mãe e caminhou até o interruptor de luz, sacudindo-o. Ele fechou cuidadosamente a porta de seu quarto, e trancou-a. Lentamente, ele olhou por cima do ombro para Sally. Johnny usava um sorriso, torto.
Após os próximos dias, Marie notou que Sally não estava agindo normalmente. Ela não estava sorrindo tão brilhantemente como ela fazia ou falou com a mesma quantidade de felicidade. Marie tomou pegou na mão da criança antes de ela sair para jogar com seus amigos, e levou-a para o lado. Sally olhou para a mãe com um olhar confuso.
"Querida, você está se sentindo bem?" Ela perguntou, ajoelhando-se para estar na altura da criança. Sally olhou para ela de braços cruzados, e, lentamente, começou a chorar. Sua mãe arregalou os olhos em confusão. "Sally?"

"M-mãe ... eu ... eu não queria t-to ..." A garota conseguiu dizer que soluços.
"Não queria fazer o que querida?"
"E- .. Eu não queria tocar ... Eu não queria jogar seu jogo..." A criança olhou para a mãe e a abraçou apertado. "El- ... Ele tocou m-me ... A-e me fez to- toca-lo!" Marie franziu a testa e gentilmente começou a acariciar o cabelo da criança, confortando-a. Levemente até acalmá-la.
"Shhh, está tudo bem. Mama está aqui agora." Foi um pesadelo, isso é tudo. A menina teve um pesadelo assustador. "Tudo está bem agora, está bem? Não se preocupe com isso." Ela observou Sally olhar para ela, sua respiração picada, chorando, sorriu.
"Tudo bem-mamãe .." A mãe sorriu e beijou sua testa.
"Agora vá lavar-se, não quero jogar com os seus amigos com uma cara suja". Sally soltou uma risadinha de pequeno porte, e correu para o banheiro para lavar o rosto.
Mais tarde naquele dia, Johnny e seu irmão voltaram para casa do trabalho. Frank suspirou, sorrindo quando viu Sally acenando para ele. O pai acenou de volta, e fechou a porta do carro fazendo o seu caminho até a casa. Johnny olhou para Sally e sorriu, acenando para ela. O sorriso da criança lentamente murcha, mostrando menos felicidade, mas acenou de volta também. Johnny também andou dentro da casa, e parou quando ouviu a conversa entre seu irmão e sua esposa.
"Sally o que?" Frank perguntou.
"Ela teve um pesadelo. Uma muito ruim. Ela disse 'Ele tocou."
"Bem, quem diabos é 'Ele'!?"
"Eu não sei, Frank ... Mas, foi só um pesadelo. Eu só queria informar o que está acontecendo com ela e, por que ela estava agindo diferente."
Johnny franziu as sobrancelhas com raiva, os nós dos dedos ficando brancos. Depois, acalmou-se rapidamente, pensando rápido. Ele colocou um sorriso no rosto, e entrou na sala, fazendo parecer que ele só entrou na conversa deles e se levantou as sobrancelhas.
"Opa .. eu interromper alguma coisa?" Ele perguntou, observando o casal abanado a cabeça. Johnny sorriu novamente e manuseou de volta na direção do carro. "Eu estou indo a loja, você precisa de alguma coisa Marie?" A mulher sorriu e olhou para a cozinha.
"Sim, na verdade. Pode comprar alguns ovos, leite, pão e suco?" Johnny concordou prestes a sair, até que ele fez uma pausa.
"Sally quer ir também, só queria informá-lo." Marie sorriu.
Ele acenou com a cabeça novamente e fez o seu caminho para fora da casa. Chaves na mão. Olhando para Sally com seus amigos, ele segurou a mão sobre sua boca.

"Sally!" A criança olhou para ele e ficou olhando. "Vamos lá, vamos para a loja!" João fez o seu caminho até o carro, gesticulando para a menina a segui-lo. Sally ficou lá por um momento, então colocou suas bonecas na grama.
"Eu vou estar de volta, por favor olhem Lilly para mim." Jennie e Sarah sorriram, continuando a jogar o seu jogo de bonecas sem ela. Sally relutantemente fez seu caminho em torno do carro, subindo no banco de passageiros, e dobraram-se dentro "Será que mamãe quer que você vá até a loja?" Perguntou ela. Johnny concordou e colocou as chaves na ignição, ligando-a e saiu da garagem.
"Sim, ela quer alguma comida para ela. Talvez eu possa conseguir algo também." Ele sorriu, olhando para a criança. Sally sorriu nervosamente e olhou para frente, observando a passagem pelo cenário. Assim que chegaram à estrada que leva até a loja, Sally percebeu que ele não estava a abrandar para virar para o estacionamento. Ela franziu as sobrancelhas, confusa, e olhou para ele.

"Tio Johnny, a loja é do outro lado" Ela disse apontando na direção da loja Whole Foods. Mas nada veio do homem. Ele só continuou dirigindo, um sorriso muito fraco no rosto. A criança sentou-se e olhou para além de o banco de trás, observando a loja ficar lentamente menor até que ele estava fora de vista. Percebendo que eles não estavam indo fazer compras, a criança observava o pequeno estacionamento no parque da comunidade perto da cidade. Ninguém vai ao parque aos domingos. Sally se sentia nervosa, a respiração acelerada, observando o homem com os olhos arregalados. Johnny colocou o carro no parque e virou a ignição desligada, olhando para a criança. Raiva obviamente mostrando em suas características.
"Você disse a sua mãe o que aconteceu, não é?" Ele perguntou, olhando a menina freneticamente sacudir a cabeça. "Você não está jogando o jogo certo, Sally." Seu tom quase teve um ligeiro cantar para ele. O homem se aproximou e puxou a menina para ele, ignorando a luta que ela estava colocando seus apelos e choramingando. "Você disse que ia jogar o jogo comigo Sally, você mentiu para mim." Abrindo a porta do carro ao lado dele o homem saiu junto com a criança e jogou-a no chão, imobilizando-a rapidamente para baixo. Ignorando os gritos e contorcendo-se inutilmente. "Você tem que ser punida agora por quebrar as regras." Ele disse em tom de canto ligeiro, e começou a desatar o cinto.
"Um casal encontra o corpo de oito anos de idade de Sally Williams, no parque da comunidade. Na semana de longa busca pelo assassino agora está fechada."
Ele podia jurar que tinha fechado a porta antes de subir na cama. “Acho que eu esqueci...” Levantando-se do calor e conforto de sua cama, o adolescente fez seu caminho através do quarto e fechou a porta. Antes que ele pudesse subir de volta para suas cobertas, um barulho fora, no corredor, se levantou. Eram seus pais? Eles devem ter ido olha se ele estava sem sono ou algo assim. Assim que ele tem as pernas cobertas, o adolescente parou para ouvir um som fraco de... Choro? Porém, parecia de uma criança. Subindo, lentamente, ele levantou da cama mais uma vez, fez seu caminho até a porta e abriu-a. O choro parecia ser mais alto do lado de fora do seu quarto. Espiando a escuridão o adolescente se arrastou pelo corredor, seguindo os sons do choro. Uma vez que chegou ao final do corredos, a menina engasgou. Sentada no chão, em frente à janela, era uma menina, vendo o luar. Ela estava curvado, chorando. Como ela chegou em sua casa? Através da janela? Engolindo em seco, o adolescente falou.
"Quem ... Quem é você? Como você chegou na minha casa?" , Perguntou ele.
De repente, o choro parou. A criança se moveu lentamente as mãos trêmulas longe de seu rosto, e olhou para trás, contraindo-se levemente. Sangue substituído lágrimas, manchando as mãos. Houve um coágulo profundo de sangue em sua cabeça e, o sangue vazando do ferimento no seu rosto e em seu vestido de noite sujo. Seus brilhantes olhos verdes pareciam que viam através de sua alma.
"Esta é minha casa ...." A criança falou, sua voz rouca, soando como se estivesse lutando para falar. O corpo da menina contraiu e mexeu estranhamente como ela levantou-se a seus pés e se virou para o adolescente. Seus pés estavam sujos, como se ela estivesse correndo pela lama, arranhões cobriam os joelhos e pernas, e no final de seu vestido foi rasgado e esfarrapado. 'Sally' O nome costurado na frente. Com a mão encharcada de sangue da menina sorriu, dentes manchados de sangue, enquanto falava.
"Brinque comigo ..."

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Harvest Moon: Jack

Vocês se lembram daquele jogo Harvest Moon, no SNES?



(N/T: Joguinho de simulação de fazenda, onde você planta, cuida dos animais, e vive como um fazendeiro. É um jogo que foi muito popular durante os anos 90, com seu lançamento pra Super Nintendo)


Sempre foi um dos meus favoritos, mas quando eu me mudei da casa dos meus pais para um dormitório estudantil, minha mãe vendeu o jogo em uma venda de garagem sem me avisar.
Depois que me formei e consegui uma casa própria, eu decidi tirar a poeira do meu SNES e procurei por uma cópia do jogo. Fui a um Farmers Market (N/T: Uma espécie de feira, geralmente montada por fazendeiros, que vende de tudo, especialmente alimentos. Mas também vendem-se itens usados) que eu já tinha visitado algumas vezes antes. Fui até à loja de vídeo deles, onde fitas de jogos antigos e VHS eram vendidos.
Buscando na sessão de jogos, eu encontrei uma cópia de Harvest Moon para SNES. O jogo estava em perfeitas condições, eu mal podia acreditar. Geralmente o jogo custava entre 60 ou 70 dólares online, mas na loja custou 15. Comprei e voltei para casa.

Quando cheguei em casa, coloquei o jogo no meu SNES e o liguei. Não funcionou de primeira, apareceu apenas uma tela preta. Isso é normal consoles velhos, especialmente os que funcionam com cartuchos. Tirei o cartucho, assoprei, e o coloquei de volta. Liguei o console e fui recebido pelo familiar logo Natsume.
Havia dois save files, um vazio e o outro nomeado JACK. Comecei um jogo novo, ignorando Jack. Joguei por algumas horas, plantando nos campos, cuidando dos animais, falando com os moradores e vendando e comprando como sempre se faz no jogo. Depois disso, fui dormir para trabalhar no outro dia. Não joguei por uns dias, até ter um dia livre.

No sábado, eu liguei o SNES para jogar e fui logo para a tela de load file, lá estava o meu arquivo e o JACK. Curioso, carreguei JACK para ver que tipo de jogo o dono anterior estava jogando. Assim que apertei carregar, a lâmpada da minha luminária queimou. Não liguei para isso e continuei a jogar.
O arquivo carregou, e quando mostrou a casa do fazendeiro, onde você sempre começa, algo estava diferente. Como vocês devem saber, você pode se casar e ter um filho em Harvest Moon. A esposa do personagem, Ann, estava parada em frente a um berço vazio, uma das necessidades de se ter um filho no jogo. Ela não estava parada do mesmo modo de quando você começa o dia, e pensei que fosse algum tipo de erro. Andei até ela e apertei o botão de falar, mas a resposta que recebi foi ....

Agora eu tinha certeza de que era um erro, mas tudo mudou assim que eu saí da casa. Do lado de fora, o cachorro, que sempre estava por lá também, havia sumido. A fazenda estava cheia de lixo, e as plantações estavam todas mortas, mesmo sendo primavera. A casa e os prédios da fazenda pareciam em ruínas, quebrados, e o local aonde ficava a fonte de água estava cheia de algo marrom, que parecia ser lama. Eu não tenho certeza, uma vez que o jogo tem gráficos primitivos.
Saíndo da fazenda para investigar mais, eu fui até a encruzilhada onde o vendedor geralmente fica com seu caminhão. Mas assim que cruzei a estrada, eu vi o caminhão abandonado no meio dela, parecia que não era usado havia anos. Agora eu pensava que era algum tipo de hack, ou um erro que eu nunca tinha visto antes.

Quando cheguei na cidade principal do jogo, eu não estava surpreso em encontrar todos os prédios do mesmo modo que as casas da fazenda -- em ruínas e abandonados.
Não havia moradores na cidade, mas de repente uma caixa de texto apareceu na parte de baixo da tela com as palavras VÁ PARA A IGREJA. Eu sabia exatamente aonde a igreja ficava e fui até lá. Enquanto caminhava, encontrei o padre (ou ministro, shaman, ou seja lá quem ele deve ser) parado do lado de fora.
Cheguei perto dele e apertei A, ele disse Jack, por que você demorou tanto? Venha, venha, precisamos começar. Então o jogo seguiu em uma coisa tipo filme, o fazendeiro seguindo o padre para dentro da igreja. Lá dentro, o que eu vi era simplesmente repugnante. A cruz estava virada de cabeça para baixo, um tanto quanto clichê, creio eu. As paredes estavam pintadas em um tom escuro, preto-acinzentado, e havia velas pretas montadas em forma de pentagrama em volta do bonequinho de bebê que pertence ao berço da fazenda.
Os bancos estavam ocupados pelos moradores, que pareciam cansados e com os cabelos cinzas, mas novamente os gráficos me deixaram sem certeza.

Coactum atrum, o padre disse, pairando sobre o bebê, continuando: Voco tu ego.
Então o jogo começou a dar problemas horríveis. Os auto-falentes, que até então não haviam produzido um ruído sequer, apenas os efeitos sonoros, lançaram um som distorcido e a tela ficou preta, mas não por muito tempo. O que eu vi logo em seguida pareciam cenas retiradas de algum mangá. Elas eram pixelizadas, bem mal, claro, mas eu podia ver o que estava acontecendo. A primeira imagem representava o padre segurando uma faca sobre o peito do bebê, os painéis seguintes mostravam-o fazendo o sinal da cruz invertido. Então, como um slideshow, as imagens mudaram, continuando o show. Agora eu sabia que era um hack.

Nas próximas figuras, tentáculos rasgaram o peito do bebê, e se espalharam por toda a igreja e a cidade nas imagens seguintes. Eu estava fascinado que alguém tivera tempo e esforço para colocar tudo isso dentro de um cartucho. Mas o que aconteceu depois me fez mudar de idéia, e me fez tremer. Um retrato pixelizado da minha namorada apareceu, e o slideshow moveu-se rapidamente, como um livro sendo folheado. Mostrava sua barriga crescendo em gravidez. O olhar em seu rosto me encarava, sem expressão.
Quase pulei para fora das calças quando ouvi meu celular tocar o mais alto que podia (Pelo menos parecia estar muito alto naquele momento). Levantei e fui até a cozinha atendê-lo. Era minha namorada, ela estava estática, dizendo que estava grávida! Olhei para a TV, mas a tela estava apenas fora do ar.

Nove meses depois, ela deu à luz a um bebê natimorto.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

LSD Dream Emulator - Parte 2


O japones Hiroko Nishikawa manteve um diário por mais de 10 anos dos seus sonhos, detalhadamente(Se vc quiser fazer isso, basta escrever seus sonhos todo dia de manhã ASSIM que acordar, depois de uns 10 minutos acordado vc já esquece o sonho), e ele usou seu diário pra criar esse jogo que é considerado o melhor "emulador de sonhos" mesmo.

O jogo foi lançado só no Japão e com cópias limitadas, hoje encontrar uma cópia é dificil e ela vale bastante! Mas o
jogo foi disponibilizado na PSN do Japão a partir de 2010 e todo mundo pode jogar. O jogo não tem quase nada de texto, e o que tem é em inglês então não tem problema pra ninguém.

LSD é perfeitamente o que se propõe, um simulador de sonhos, que deixa você "viajando" dentro dele. O jogo não salva automáticamente o que faz vc perder ele se esquecer de salvar, mas conta quantas experiências ou sonhos você já teve na tela inicial. LSD pode ser considerado alucinógeno. Ele tem uma entrada psicodélica, e você começa o jogo numa casa "estilo japonesa" mas alguns passos depois tudo muda a cada vez que você começa um novo sonho. O jogo não se repete.
No jogo temos misturas de fases bizarramente psicodélicas e coloridas e outras fúnebres e sombrias dando uma experiência assustadora se você jogar a noite.

Dizem que o jogo tem mais de 500 músicas que variam de sons eletrônicos a músicas ambientais depentendo do "sonho" que você está. Você pode estar num sonho assustador e o som cortar o clima colocando uma musica mais agitada.

Não tem muitos objetivos no jogo, basicamente é explorar e viver o sonho. Existe um arquivo dentro do jogo chamado ENDING.STR que teoricamente mostra o final do jogo, mas ninguém consegue abrir. Quanto mais joga mais opções você ganha dentro do jogo o que faz as pessoas jogarem bastante.

A edição limitada do jogo vinha com o cd do jogo, um cd de músicas e um livro com histórias baseadas nos sonhos reais do criador.


O jogo alucinógeno da uma experiência unica pra cada um. A história da creepypasta é totalmente plausível já que várias pessoas ficaram perturbadas jogando, e afirmando verem coisas no jogo muito desagradáveis. Você teria coragem de jogar?


Fotos do jogo original









O jogo tem muitas imagens subliminares



Não é muito fácil encontrar o jogo no Brasil, então quem quer ver ele, apague as luzes e assista esses "gameplays".

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LSD: Dream Emulator


Há alguns anos atrás, enquanto buscava jogos paranormais e assustadores no /x/ (N/T: 4Chan), eu encontrei um jogo japonês muito obscuro chamado “LSD: Dream Emulator” (N/T: Traduzido livremente como LSD: Emulador de Sonho). Apesar do jogo ter sido lançado em um número limitado de cópias, muitos sites tinham o ROM do jogo disponível para download. Naturalmente, eu o baixei, converti, e comecei a jogar.

Infelizmente, a ISO estava corrompida - ou mal gravada - e eu não podia ir muito além da tela inicial e, quando eu conseguia, tudo que eu via era um monte de cores e um zumbido estranho, como uma estática de rádio. Eu tentei baixar novamente a ISO várias vezes, tentando em sites diferentes, mas sempre acontecia a mesma coisa. Cores estranhas, som de estática. Eu postei perguntas em vários sites de jogos, mas dificilmente alguém tinha ouvido falar do jogo, muito menos tinha jogado-o. Eu descobri que o jogo tinha um grupo de fãs aqui e no Japão, e eventualmente eu encontrei um grupo dedicado ao jogo no Yahoo.


Eu postei uma pergunta, querendo saber se alguém conseguira fazer o jogo funcionar em emuladores; e alguns dias mais tarde, recebi uma resposta:

“Olá. Eu sou um dos membros do grupo que lançou a cópia do LSD na internet. Nós conseguimos copiá-lo com sucesso, mas não conseguimos fazê-lo funcionar em emuladores, só no console original.”

Naquele ponto, eu já tinha praticamente desistido. Eu não tinha um Playstation, e acabei não dando muita atenção mais ao jogo, mudando para outras coisas, como Eversion e Yume Nikki.

Então, no começo desse ano, LSD foi lançado na Playstation Network Japonesa. Eu lembrei do tempo em que eu queria muito jogar aquilo, e até havia visitado o eBay algumas vezes, em uma vaga esperança de encontrar uma cópia barata dele.

Então eu criei uma conta, comprei um cartão da PSN Japonesa e comprei o jogo. Depois de baixá-lo e instalá-lo, comecei a jogar.

O logo do Playstation apareceu como sempre, mas com um SCEI (N/T: Sony Computer Entertainment Inc.), já que era um jogo japonês. Não havia tela de copyright, mas esta já havia sido removida de vários outros jogos também.

O vídeo de introdução começou logo depois disso. Várias palavras coloridas apareceram pulando na tela, soletrando “Thespian Linked Dream” (N/T: Simulador de Sonho Conectado, traduzido literalmente), (aparentemente, é o que LSD significa).

Eu apertei o botão do círculo, e o jogo foi para a tela de abertura. Não havia nenhum “Press Start”, ia direto para uma tela com 4 ou 5 opções. Start, Save, Load e Options. Sobre o Start, havia uma linha de texto, dizendo o dia em que você estava. Mostrava “a DAY 01” (N/T: DIA 01)

Eu escolhi Start.

Uma coisa que eu havia aprendido no grupo do Yahoo, era que o primeiro Dia sempre começava em uma casa japonesa, com três andares. O que havia na casa era aleatório. O jogo todo era em primeira pessoa.

Eu andei pelo corredor em que começara, e andei em direção à uma prateleira, e a tela começou a ficar branca. Eis uma coisa estranha sobre esse jogo, você não pode interagir com nada. Andar para o nada leva você para uma nova área do jogo, chamada “Linking” (N/T: Conexão.)

A tela branca sumiu e eu estava em um campo. Eu não podia ver o que havia ao longe, porque toda a área estava coberta com uma espessa neblina. Os gráficos do jogo também eram muito básicos, sem sequer terem uma textura. Eu andei sem direção, e acabei batendo em uma árvore, o que me levou para outra área.

Dessa vez, as coisas estavam muito mais sinistras. Eu estava em uma cidade escura, sobre um píer de metal. Um barco flutuava na névoa, fora da água, e postes iluminavam as ruas. Eu andei pela estrada, e passei por becos. Grafite cobria algumas das paredes, estranhos olhos multi coloridos me encarando. Então eu ouvi um barulho, e a tela piscou rapidamente. Eu me virei.

Atrás de mim, um homem apareceu. Ele estava usando um chapéu cinza e um longo sobretudo. Ele começou a andar na minha direção, quase flutuando sobre o solo.

Eu tentei me afastar, mas o controle não estava respondendo, e o homem estava chegando cada vez mais perto.

Por um segundo, dois pontos vermelhos brilharam por sob o chapéu dele, e então a tela piscou mais uma vez.

Eu estava de volta à casa.

Mas algo havia mudado.

As texturas das paredes foram substituídas por imagens de violência real. Mulheres sendo estupradas, crianças sendo estripadas, canibalismo, tortura, um homem japonês quebrando os próprios de
dos com um martelo.

Enquanto eu andava pela casa, as imagens começaram a ficarem piores, e a música começou a distorcer e a ficar mais lenta. O corredor estava mais longo do que o normal, e estava ficando escuro.

Eu sabia o que estava no fim.

Ele estava.

Eu continuei a andar, a bile subindo pela minha garganta e lutando contra a vontade de vomitar, enquanto as imagens começavam a ficar cada vez piores no sentido de violência e obscenidade. Em um quadro mais á frente, um homem arrancava as pernas de um menino. Mais para frente, uma mulher grávida estava arrancando o próprio feto. Mais ainda adiante, uma gangue picava uma vaca em pedaços, enrolando seus orgãos internos ao redor dos corpos deles. Perto do final, algumas pessoas eram forçadas a comer o cadáver de uma criança, vomitando enquanto comiam.

Finalmente eu cheguei ao final do corredor.

A tela ficou escura, e uma linha de texto apareceu:

http://www.oharaweb.jp/LSD/GMN.html

Eu copiei o link rapidamente, e segundos depois, a tela ficou branca mais uma vez, e eu voltei para a tela inicial.

Dessa vez, o status dizia “D dAy 00”

Eu tentei começar mais uma vez, mas o jogo não me deixava continuar. Eu reiniciei o PS3 e o status voltou para o “a DAY 01”

Antes que eu começasse a jogar, eu tentei entrar no link. Ainda funcionava e uma página apareceu, cheia de escrita japonesa. Logo abaixo da página, estava uma imagem do Homem Cinza, como ele normalmente aparecia. Eu não podia ler em japonês, mas um dos meus amigos podia.

Ele morou no Japão por alguns anos, então ele podia ler e falar a língua fluentemente. Eu copiei o que estava escrito e o chamei.

Quando ele chegou, eu passei as horas seguintes explicando o que havia acontecido. Obviamente ele não acreditou em mim. Quem iria?

Mas ele concordou em dar uma olhada na escrita da página.

Depois de algumas tentativas, eu não consegui abrir a página novamente, então eu entreguei a ele a cópia que eu havia feito.

Ele leu-a por alguns minutos e de repente seu rosto ficou branco. Ele me entregou a cópia e sentou-se no sofá.

Não disse nada por 5 minutos, e então ele começou a me dizer o que estava escrito:

“Se você está lendo isso, muito bem.

Você viu o homem como ele é.
O que ele fez comigo enquanto eu dormia.
Enquanto eu sonhava seu pesadelo negro.
Você também deve ter visto.
Aquelas imagens violentas eram ele.
Ele não tem forma, apenas é um homem no sonho.
Ele causou tudo aquilo, todos os eventos nas imagens.
Ele pegou aqueles inocentes e os possuiu.
Ele os fez fazerem aquilo.
Ele me fez criar esse jogo.

GRAYGRAYGRAYGRAYGRAYGRAY"

(N/T: Gray = Cinza)

Assim que ele terminou, meu amigo se levantou, pegou seu casaco, e disse “O que quer que você tenha visto naquele jogo, não me conte.” E foi embora.

Na semana seguinte, ele voltou ao Japão. Eu não consegui mais mexer no meu console depois disso. Eu destruí o PS3 e troquei de computador.

Semanas mais tarde, eu recebi um telefonema. Meu amigo que estava no Japão matara um homem e cometera suicídio logo em seguida.

O homem que ele matara Masima Akukichi, era o designer do LSD.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Ticci Toby

Parece que há um longo caminho adiante, até chegar em casa. A estrada parece que não para de se estender a frente do veículo. A luz do farol do carro brilha através dos ramos das altas árvores verdes, e de vez em quando, ofensivamente refletindo a luz em seus olhos.
O ambiente estava cheio de árvores verdes profundas, formando uma floresta em torno da estrada. O único som era do motor do carro. Um som tranquilo que deixava um sentimento sereno.
Embora o passeio parecia estar indo bem, os dois passageiros estavam com um pouco de medo.
A mulher de meia-idade atrás do volante tinha o cabelo curto e castanho que combinam perfeitamente com seu rosto. Ela usava uma camiseta verde de gola no formato V e uma calça masculina. Brincos de diamantes decorado em cada uma de suas orelhas, que estavam bem discretos por causa do seu corte de cabelo que os cobriam. Ela tinha os olhos profundamente verdes da mesma intensidade de sua camisa, e a iluminação parecia torná-los mais visíveis. Embora ela estivesse sempre sorrindo, sua expressão facial era sombria e triste.
De vez em quando ela olha pelo espelho retrovisor para certificar seu filho no banco de trás, que estava parcialmente debruçado sobre seus próprios braços, e sua cabeça encostada contra a janela fria.
O menino não tinha uma aparência normal, qualquer um a primeira vista poderia notar que ele tem algo suavemente errado. Seu cabelo castanho bagunçado para todos os lados, e sua pele pálida, quase cinza. Muito diferente de sua mãe, seus olhos eram escuros, e ele usava uma camisa longa e branca que o hospital onde ele estava forneceu pra ele. As roupas que ele estava usando antes, estavam muito rasgadas e com várias manchas sangue, essa roupa realmente não poderia ser mais usadas.
No lado direito de seu rosto é possível ver alguns cortes juntamente a divisão de suas sobrancelhas. Seu braço direito estava enfaixado do pulso ao ombro, devido a estilhaços de vidros que atingiu seu braço.
Seus ferimentos pareciam ser doloroso, quando na verdade ele não conseguia sentir nada. Ele nunca pode sentir nada. Essa é apenas uma das glórias sobre ele. Quando pequeno ele sofreu de uma rara doença que o levou a ser completamente insensível diante da dor. Ele nunca sequer chorou com algum machucado. Ele poderia ter perdido um braço e não sentiria nada. Pode até parecer legal, mas devido a isso ele sofria transtorno psicológico, ele recebeu vários apelidos insultantes em curto espaço de tempo quando ele frequentava o primário, antes dele ser transferido para um centro de tratamento devido a sua síndrome de Tourette, que levava ele a ter tique nervosos de maneira que ele não podia controlar. Ele iria acabar quebrando seu próprio pescoço se continuasse se contorcendo incontrolavelmente com esses tique nervosos. As crianças que o provocavam chamando ele de Tique-Toby zombando dos seus espasmos exagerados. Então ele também começou a ter aulas particulares. Era muito difícil para ele estar em um ambiente de aprendizagem normal com crianças o perturbando.
Toby olhou fixamente para fora da janela do carro, seu rosto estava inexpressivo.
Toby Rogers era o nome do menino. E a última vez Toby se lembrava de ter andado de carro, foi quando aconteceu um acidente horrível.
Ele não se lembra de muita coisa. Inconscientemente as mesmas cenas se repetia na sua mente antes de desmaiar outra vez. Toby tinha sido o sortudo, enquanto sua irmã, ela não teve tanta sorte. Quando ele começou a pensar em sua irmã mais velha, e que ele não podia voltar no tempo para ajudá-la, seus olhos começam a lacrimejar. As memórias horríveis repetiam em sua mente. As memorias dele abrindo seus olhos e vendo sua irmã gritando de dor, seu corpo meio esmagada pelo carro, Toby estava pressionado contra o Air Bag do carro, sua testa perfurada de cacos de vidros e suas pernas e quadris imóveis.
Esta foi a última coisa que ele se lembrava de sua irmã mais velha querida.
O caminho para casa continuou parecendo durar uma eternidade. A viagem estava demorando por que sua mãe estava fazendo um caminho diferente para evitar passar na estrada onde aconteceu aquele acidente.
Finalmente o carro chegou no bairro de sua casa, e ambos estavam mais do que pronto para sair do carro e voltar para sua própria casa.
Era um bairro mais antigo, com casinhas pitorescas, todas próximas umas das outras.
O carro passou em frente a uma pequena casa azul, com vidros das janelas brancas.
Ambos rapidamente reconheceram o veículo velho que estava estacionado na frente daquela casa, também reconheceram o homem que estava parado na porta.
Toby sentiu raiva e frustração automática ao reconhecer seu pai. Seu pai, que não estava nos momentos que ele mais precisava.
Sua mãe estacionou o carro na garagem ao lado da casa, ela desligou o motor e se preparava para sair do carro e enfrentar o marido.

- Por que ele está aqui? - Toby disse calmamente enquanto ele olhava para sua mãe, que chegou a abrir a porta do carro.
- Ele é seu pai Toby, ele está aqui porque quer te ver - Sua mãe respondeu com uma voz monótona.
- Porque ele quer me ver? Porque ele não foi me ver no hospital? Porque ele não foi ver minha irmã Lyra antes de morrer - Toby estreitou os olhos para fora da janela.
- Ele estava bêbado naquela noite querido, ele não podia dirigir –
- Ah Sim, ele está sempre bêbado! - Toby abriu a porta antes de sua mãe e saiu cambaleando na calçada, entrou na casa ignorando seu pai que estava de cabeça baixa, com uma expressão triste, se sentindo culpado com o que aconteceu.
Seu pai abriu os braços, esperando um abraço de sua esposa, mas ela também o ignorou, passando reto pra dentro da casa apoiando seu filho para que ele pudesse caminhar sem cambalear.
- Connie - o marido começou a dizer com uma voz rouca: "Eu não ganho nenhum abraço de boas-vindas né?"
Ela ignorou as palavras desagradáveis do seu marido e continuo caminhado com seu filho apoiado em seus braços.
- Ei, ele já tem 16 anos ele já sabe andar sozinho", disse o pai, seguindo eles dentro de casa.
- Ele tem 17 anos – Disse sua esposa Connie - Toby, por que não vai para seu quarto descansar um pouco? Quando o jantar estiver pronto eu levo pra você.
- Não, eu já tenho 16 anos e eu posso sozinho mãe - disse Toby, sarcasticamente, olhando revoltado para seu pai, ele subiu as escadas para seu quarto, onde ele bateu a porta com violência.

Seu pequeno quarto não tinha muita coisa nele. Apenas uma pequena cama, uma cômoda, uma janela e nas paredes tinham algumas fotos emolduradas de sua família, quando eles ainda eram uma família, antes que seu pai se tornasse alcoólatra e começasse a agir com violência para o resto de sua família. Toby se lembrou de quando ele estava discutindo com sua mãe e ele agarrou ela pelos cabelos e a empurrou para o chão, e quando sua irmã Lyra tentou segura-lo, ele também empurrou e ela fazendo-a bater as costas no canto do balcão da cozinha. Toby nunca poderia perdoá-lo pelo que ele fez com sua mãe e irmã. Nunca.
Toby estava perto da janela e olhando para a rua. Ele podia jurar que ele via alguns vultos no canto do olho, mas também pensava que era coisa de sua cabeça depois de ter tomado várias medicações a pouco tempo.
Sua mãe o chamou para descer e jantar, Toby desceu as escadas rapidamente, sentou-se à mesa bem de frente a seu pai, do seu lado esquerdo sua mãe estava sentada e do lado direito uma cadeira vazia a qual antes sua irmã ocupava.
A comida estava servida na mesa, uma maravilhoso banquete, mas Toby se recusou a comer. Ele apenas observava seu pai com um olhar vazio. Ele também encarava Toby e desviava seu olhar para seu prato, que ele ao menos tocou. Então ele se retirou da mesa e voltou para seu quarto.
Toby deitou-se em sua cama, ele puxou as cobertas sobre a cabeça e olhou para janela. Ele estava cansado, mas de maneira alguma ele conseguia dormir. Ele não podia, não havia muito o que pensar. Ele não sabia se deveria fazer como sua mãe e perdoar por suas ações ou continuar guardando rancor com seu ódio fervente.
Ele ouviu o som da porta sendo aberta, sua mãe caminhou para cama dele sentou-se ao lado onde ele estava deitado, ela estendeu a mão e esfregou em suas costas.

- Eu sei que é difícil Toby, mas confie em mim, eu te entendo, mas eu prometo que tudo vai melhorar - disse ela em voz baixa.
- Quando é que ele vai embora? - Toby disse com um tom inocente em sua voz trêmula.
Connie abaixou a cabeça e respondeu.
- Eu não sei querido, ele vai ficar conosco, até quando eu não sei.

Toby não respondeu. Ele apenas continuou a olhar para a frente para a parede, segurando seu braço danificado perto de seu peito.
Depois de alguns minutos de silêncio, sua mãe suspirou, inclinou-se para dar um beijo em seu rosto e se levantou, enquanto fechava a porta ela disse:

- Boa noite querido.

As horas passavam lentamente, e Toby não conseguia parar de se mexer e revirar pela cama. Toda vez que ele estava pegando no sono, ele ouvia o barulho de pneus, os gritos de sua irmã, e ele incontrolavelmente se contorcia na cama de agonia.
Então ele jogou pra fora da cama as cobertas e virou seu rosto para baixo contra o travesseiro. Ele sentia seu peito se enchendo com a força que seu diafragma fazia enquanto ele chorava. Ele ouvia seu próprio choro. Ele pressionou ainda mais seu rosto enquanto gritava lamentando tudo que estava acontecendo.
Após alguns segundos, ele jogou o travesseiro pra fora da cama também e sentou-se, curvado, segurando a cabeça, com lágrimas escorrendo de seus olhos.
Ele não conseguia parar de chorar. Ele tentou se acalmar, mas ele não conseguia parar de tremer, se lamentar e choramingar. Então ele se levantou caminhando para janela do seu quarto, respirando fundo tentando se acalmar.
Ele esfregou os olhos e olhou para os altos pinheiros em frente. De repente ele parou de chorar, quando ele viu que algo que estava sob um poste de luz na rua. Ele ouvia um zumbido nos ouvidos e ele não conseguia desviar o olhar.
A figura estava ao lado do poste de luz na rua, cerca de 2 metros ou até mais, dois braços longos e algumas espécies de tentáculos em suas costas, aquela figura estava olhando para Toby, mesmo que aquilo não tinha olhos. A figura não tinha as características normais em seu rosto. Sem olhos, sem boca, sem nariz, ainda sim Toby ficou meio que hipnotizado olhando sem piscar para ele. O zumbido nos ouvidos ficou mais alto e mais alto a medida que aquela coisa se aproximava, então tudo foi ficando escuro.
Na manhã seguinte, Toby acordou em sua cama. Ele se sentia estranho, ele ainda estava muito cansado, parecia que ele estava deitado ali, acordado por horas. Ele não tinha pensamentos sólidos fluindo por sua mente. Ele se sentou lentamente e tropeçou contra a parede quando tentou se levantar, ele estava muito tonto. Ele cambaleou até a porta e desceu as escadas. Seus pais estavam sentados à mesa, seu pai prestava atenção na pequena televisão em cima do balcão, e sua mãe lia o jornal. Ela rapidamente percebeu a presença de Toby se aproximando dela.

- Bom dia dorminhoco, pelo jeito você dormiu tarde de novo. – Disse ela com um grande sorriso no rosto.
Toby lentamente olhou para o relógio e percebeu que já eram 12:30
- Eu preparei seu café da manhã, mas como você não acordou cedo, ele já esfriou, eu até ia te acordar, mas vi que você precisava dormir - a expressão de felicidade saiu do seu rosto quando ela perguntou a Toby. - Você está bem?

Toby caminhou até seu pai. Ele se sentiu como se estivesse sendo controlado, ele não tinha controle sobre suas ações. Ele só conseguia olhar, enquanto seu corpo agia involuntariamente. Ele abriu os braços como se fosse abraçar seu pai, mas seu pai ergueu as mãos empurrando ele contra a parede.
- Não me toque menino! - Gritou ele.
Sua mãe se levantou e gritou
- Não encoste no meu filho! Saia dessa casa! A última coisa que precisamos é de você por perto!
O pai dele saiu, mas voltou mais tarde naquele dia, como se nada tivesse acontecido.
Os dias se passaram, e as coisas continuaram da mesma forma. Connie passava a maior parte de seu tempo a limpeza da casa, e seu grosseiro marido só resmungava por tudo, todo dia eles discutiam. Era exatamente como costumava ser antes do acidente.
Toby evitava sair do seu quarto. Sentava-se ao lado da cama estremecendo. Só saia de lá quando sua mente o lembrava de comer. Ele ficava andando pelo seu quarto como um animal enjaulado, parava um pouco e olhava pela janela. Este ciclo se repetia continuamente.
Connie era agredida várias vezes por seu marido, sendo muito submissa a ele, enquanto Toby ficava em seu quarto.
Em uma dessas tardes, Toby teve mais um de seus tique nervosos, e sem pensar direito ele começou a mastigar suas mãos, rasgando a carne de seus dedos. Ele iria roer suas mãos até sangrarem. Nesse momento sua mãe entrou no quarto e viu essa cena horrível, a primeiro momento ela não sabia o que fazer. Então ela desceu as escadas e pegou o kit de primeiros socorros e enfaixou seu braço. Nesse momento ela prometeu a si mesma que não deixaria ele sozinho novamente.
Então ele se isolou novamente em seu quarto e passou a odiar todas as pessoas que tentavam se aproximar dele. Sua memória começou a ser afetada. Ele não se lembrava de coisas que havia acontecido há alguns segundos, minutos, horas, dias e assim por diante. Ele também começou a falar um monte de bobagens, sobre coisas completamente absurdas. Ele dizia ver coisas, disse haver tubarões em sua na pia enquanto lavava os pratos, ouvia grilos em seus travesseiros, e via fantasmas do lado de fora da janela do seu quarto.
Sua mãe ficou muito preocupada com sua saúde mental, ela decidiu que seria bom leva-lo para falar com um profissional sobre o que ele estava sentindo.

Connie e Toby entraram no edifício, segurando sua mão ela guio seu filho até a recepção.
-Sra. Rogers? - A moça atrás do balcão perguntou.
- Sim, sou eu - Connie balançou a cabeça - Estamos aqui para ver o doutor Oliver, eu estou aqui com Toby Rogers.
- Sim, por aqui – Disse a atendente levantando-se e acompanhado Connie e Toby para um longo corredor. Toby olhava para a obras de arte emolduradas pelos corredores e em sintonia com o som dos saltos altos da senhora no chão de madeira dura. Ela abriu a porta para uma sala com uma mesa e duas cadeiras.
- Podem se sentar e ficar à vontade, vou chamar a Dr. Oliver - Ela sorriu e segurou a porta aberta.
Toby caminhou na sala e sentou-se à mesa. Ele olhou para sua mãe e para moça do balcão antes dela fechar a porta lentamente.
Ele estava agoniado com suas mãos firmemente enfaixadas, então começou a morder as ataduras para tentar desembrulhar suas mãos, mas foi interrompido quando a porta se abriu e uma jovem mulher com um longo vestido preto e branco, e grandes cabelos loiros, ela segurava uma prancheta e uma caneta.

- Você que é o jovem Toby? – perguntou ela com um sorriso.
Toby olhou para ela e balançou a cabeça.
- Prazer em conhecê-lo Toby, meu nome é Doutora Oliver - ela estendeu a mão para cumprimentá-lo, mas percebeu que suas mãos enfaixadas. Então ela puxou uma cadeira, sentando a frente dele.
- Então, vou te fazer algumas perguntas, pode responder com calma, e da forma mais honesta possível, ok? Ela colocou a prancheta em cima da mesa e Toby acenou com a cabeça.
- Quantos anos você tem Toby?
- 17 – respondeu ele calmamente.
Ela fez uma pequena anotação na folha e fez a próxima pergunta.
- Qual é seu nome completo?
- Toby Erin Rogers.
- Qual a data do seu aniversário?
- 28 de abril.
- Quem são os membros da sua família atualmente?
Toby parou por um minuto antes de responder a pergunta.
- Minha mãe, meu pai, e ... m- minha irmã.
- Eu soube o que aconteceu com sua irmã ... Eu realmente sinto muito - a expressão do rosto da Dra. Oliver foi entristecendo, olhando Toby cheio de compaixão.
- Você se lembra de algo antes do acidente? -
Toby desviou o olhar para sala. Sua mente ficou em branco por um momento. Ele olhou para seu colo, e em torno, ele começou a ouvir um som fraco. Seus olhos se arregalaram e ele ficou congelado em seu lugar.
-Toby, Toby você está ouvindo? – perguntou Dra. Oliver.
Toby sentiu um arrepio descer pela sua espinha quando ele olhou para fora da pequena janela através da porta, onde ele viu. Aquela mesma figura, olhando para ele. Toby arregalou os olhos, os sons dos ruídos foram aumentando cada vez mais, até que o grito da doutora fez que Toby acordasse desse transe.
-Toby! - Ela gritou.
Toby deu um pulo que até caiu de sua cadeira.

Doutora Oliver levantou-se, segurando a prancheta contra o peito. Seus olhos expressavam um olhar de surpresa e medo.
Após um tempo, Toby se acalmou, seus olhos relaxaram e sua respiração já não era ofegante.
Naquela noite, Toby deitou em sua cama. Seus olhos se fechavam lentamente enquanto ele pegava no sono. Quando ouviu um som de passos vindo do corredor. Ele se sentou na cama, olhando para porta aberta. Não havia luz, tudo estava sendo iluminado pelo brilho azul luminescente da lua através de sua janela, deixando uma iluminação fria. Ele se levantou e caminhou lentamente em direção à porta, quando se aproximou da porta, ela se fechou bruscamente, batendo em seu rosto. Ele suspirou e caiu para trás. Ele caiu no chão e começou a respirar pesadamente, seus olhos estavam bem abertos. Ele esperou por alguns segundos antes de se levantar. Ele estendeu a mão e agarrou a maçaneta da porta fria com a mão ainda enfaixada então abriu a porta. Ele olhou para o corredor escuro e foi caminhando silenciosamente.
A janela no final do corredor iluminou a escuridão com a luz da lua azul. Ele podia ouvir os passos farfalhando ao redor dele, e também ouviu um fraco riso, soava como uma criança, tinha corrido na frente dele, rindo e correndo por ali. Ele estava caminhando ha algum tempo pelo corredor, quando ele percebeu. Parecia que aquele corredor não havia fim. Ele ouviu um rangido da porta a sua frente.
- M- mamãe - ele disse em voz trêmula.
De repente, a porta atrás dele se fechou ele deu um pulo assustador se virou onde viu que a porta foi fechada. Atrás dele, ele ouviu um gemido estranho e longo que soava como cochichos do lado direito do seu ouvido. Ele se virou tão rápido quanto pode para ficar cara a cara com nada mais que, sua irmã morta.


Os olhos dela estavam totalmente escuros e sua pele pálida, O lado direito de sua mandíbula estava pendurada no rosto pelo tecido muscular de sua pele, um grande pedaço de vidro estacado em sua testa, e sangue, muito sangue negro escorrendo por seu rosto, seu cabelo loiro amarrado para trás em um rabo de cavalo como sempre foi, ela vestia a mesma roupa que usava no dia do acidente elas estavam manchada de sangue. Ela estava apenas uma polegada de distância do rosto de Toby.
Toby caiu de joelhos no chão e com muito medo começou a engatinhar para trás tentando se afastar dela. Ele arrastou-se para trás até que ele encostou em algo.
Ele parou por um segundo. Tudo estava morto em silêncio, exceto por sua pesada respiração e choro. Ele lentamente olhou para cima para encontrar o rosto branco de uma figura alta que estava em cima dele. Atrás dessa figura alta e escura, havia uma fileira de crianças, crianças de 3 a 10 anos, os olhos delas eram completamente negros e lacrimejavam sangue.
Ele gritou, se levantou tão rápido e começou a correr, mas caiu de joelho quando uma espécie de tentáculos enrolou por seu tornozelo. Caído no chão ele tentava gritar para expressar o seu medo, mas não saia um som de sua boca, ele não conseguia gritar.
Toby acordou desesperado. Ele começou a se acalmar quando percebeu que era apenas um pesadelo. Ele colocou a mão no próprio peito sentindo seu coração.

- Foi apenas um sonho... Apenas um sonho.

Ele se acalmou e voltou a deitar na cama. Era como se um peso enorme estivesse em sua consciência. Ele se levantou e caminhou até sua janela. Ele não viu nada. Ninguém estava lá fora. Nada nem ninguém.
Ele ouviu o farfalhar e tosse de seu pai para fora da porta. Sua porta estava fechada.
Ele se aproximou e abriu-a. Olhando para o corredor mais uma vez. Ele caminhou pelo corredor e entrou na cozinha, onde ele encontrou seu pai em pé e fumando um cigarro em sua sala de estar.
Toby esperou um segundo e observou de todo o canto antes de uma sensação de queimação começar a agir fundo de seu peito.
Ódio, queimação e raiva tomou conta dele. Ele ouviu as pequenas vozes imaginárias em sua cabeça.
"Acabe com isso, acabe com isso, acabe com isso". Ele se virou e segurou seus braços. Ele sentiu como se ele realmente tivesse o controle sobre si mesmo, ao contrário do que fez nas últimas semanas desde que ele chegou em casa do hospital.
Na verdade, ele tinha pensamentos claros por apenas alguns momentos antes de sua mente for obscurecida pelas pequenas vozes em sua cabeça.
"Mate ele, ele não estava lá, ele não estava lá, mate ele, mate ele", as vozes continuaram. Toby tremeu. Não. Não, ele não ia fazer isso. Eles estava ficando louco? Não. Ele não vai matar ninguém. Ele não pode. Ele odiava seu pai, mas não odiava a ponto de matá-lo.
A influência das vozes em sua cabeça era demais. Ele começou a caminhar em silêncio atrás de seu pai. Ele estendeu a mão sobre o balcão e pegou a maior faca que estava lá. Ele firme na mão. Ele sentiu a sensação de assumir o seu peito. Ele soltou uma risadinha. "Hehe ... heheh ... hehehehehe ! HAHAHAHA ! ", Ele começou a rir tanto que que chamou a atenção do seu pai. Ele se virou abruptamente antes que dele sentir uma força bruta empurrá-lo para o chão. Ele grunhiu quando ele foi nocauteado. "O quê!", Ele olhou para o menino que estava em cima dele, agarrando a faca de cozinha na mão. "Toby, o que você está fazendo?!", Toby foi pegar em seu pescoço, mas seu pai estendeu a mão bloqueado, agarrando ele pelo pulso.
- Pare! Saia de mim seu filho da mãe - Ele gritou, e com a outra mão ele jogou um soco para fora do centro do ombro de Toby, mas ele não parou. O olhar nos olhos de Toby não era sensato. Era como se um demônio tivesse tomado o controle sobre ele.
Ele gritou de volta e tentou dar uma facada no peito de seu pai, mas novamente foi bloqueado. Seu pai tentava tira-lo de cima dele, mas Toby expôs seus pés na frente dele e conseguiu um duro golpe direto para o seu rosto. Seu pai recuou e puxou seus braços para longe para algemar seu rosto, mas Toby voltou-se e dirigiu a faca diretamente em seu ombro. Seu pai soltou um grande grito e saiu para puxar a faca, mas antes que ele pudesse, Toby jogou seu punho em linha reta em seu rosto.
Ele começou a bater com os punhos em sua cabeça, rindo e respiração ofegante. Ele quebrou o pescoço, pegou a faca e começou a rasgar seu pai arrastando a faca do ombro ao peito e repetidamente esfaqueado em seu torso, o sangue derramando e se espalhado por toda parte. Ele não parou até que o corpo de seu pai parasse de se contorcer.
Ele jogou a faca para o lado e se inclinou sobre seu corpo, tossiu e respiração ofegante. Ele olhou para o seu rosto, até que um grito alto quebrou o silêncio. Ele olhou para ver sua mãe em pé a poucos metros de distância, cobrindo a boca, lágrimas escorrendo de seus olhos.
-Toby - ela gritou - Por que você fez isso? Por quê! Toby se levantou e começou a se afastar do cadáver ensanguentado de seu pai. Ele começou a se voltar para fora da cozinha. Ele olhou para as bandagens encharcadas de sangue em suas mãos e olhou para sua mãe uma última vez antes de ele se virar e correr para fora da casa.
Ele correu para garagem e bateu a mão contra o painel de controle na parede e apertou o botão para abrir a porta da garagem. Antes ele pegou dois pequenos machados do seu pai, que tinha sido pendurado na prateleira de ferramenta acima de uma mesa cheia de frascos, cheio até a borda com velhos pregos enferrujados e parafusos. Um dos machados era novo, tinha uma alça laranja brilhante e uma lâmina brilhante, o outro era velho com um cabo de madeira e uma lâmina cega.
Ele agarrou os dois e olhou para a mesa e seus olhos encontraram uma caixa de fósforos e debaixo da mesa era um tanque de gasolina vermelho. Ele segurou ambos os machados em uma mão e fez uma trilha de gasolina do tanque até a calçada da rua.
Ao aproximar-se da luz da rua que ele podia ver a sua própria janela do quarto, ouviu as sirenes da polícia para longe. Ele virou-se e as luzes vermelhas e azuis veio correndo pela rua. Toby ficou parado por um segundo, antes que ele abriu a tampa do tanque de gasolina e correu pela rua, derramando gasolina por toda a rua atrás dele e ele se virou para correr para as árvores. Ele derramou a última gota de gasolina enfiou a mão no bolso e tirou um fósforo. Ele bateu contra o caixa e imediatamente deixou cair. Em um instante, as chamas irrompeu em torno dele. O fogo pegou para as árvores e arbustos ao redor dele e antes que ele percebesse, ele também foi cercado pelo fogo. As silhuetas de carros de polícia, era visível através das chamas quando ele recuou para a floresta ao seu redor. Ele olhou ao redor, mas sua visão estava turva, seu coração estava batendo mais forte e ele fechou os olhos por um momento. Era isso. Este foi o fim.
Toby sentiu uma mão em seu ombro. Ele abriu os olhos e olhou para ver uma grande mão branca, com longos dedos ósseos que descansava em seu ombro. Ele seguiu o braço que foi anexado à mão para um vulto escuro imponente. Ele parecia estar vestindo um terno preto escuro, e do rosto estava completamente em branco. Ele elevou-se sobre o corpo pequeno de Toby e olhou para ele. Toby já sabia que era seu fim, ele foi ensurdecido e cercado pelo som de zumbido nos ouvidos. Tudo ficou em branco.
Era isso. Esse foi o fim. E foi assim que Toby Rogers morreu.
Poucas semanas depois, Connie sentou-se na cozinha de sua irmã. A irmã dela, Lori sentou ao lado dela para beber uma xícara de café.
Cerca de três semanas atrás, Connie perdeu seu marido e seu filho e algumas semanas antes, ela perdeu a filha a um acidente de carro. Desde então, ela foi morar com a irmã. A polícia manteve ela sob vigilância até que tinham acabado de solucionar o caso sobre a história que tinha sido lançada há duas semanas e as pessoas começaram a deixar de lado a notícia do assassinato e incêndio e se preocupavam com os novos casos.
Lori ligou o TV no canal de noticiário. Na TV o repórter começou a introduzir o novo título.
"Temos notícias de última hora! Ontem à noite, houve um assassinato relatado por 4 indivíduos. Não há suspeitos ainda, mas as vítimas eram um grupo de crianças da escola secundária que estavam na floresta na noite passada. As crianças foram "espancadas" e esfaqueadas até a morte. Os pesquisadores descobriram uma arma na cena do crime que parece ser um velho machado de lâmina maçante, como você pode ver aqui. "O retratado alterado para mostrar tiros snap da arma exatamente como ele foi deixado na cena do crime."
Os investigadores tinha puxado o nome de um possível suspeito, Toby Rogers, um menino de 17 anos que há algumas semanas tinha esfaqueado o pai até a morte e tentou encobrir sua fuga através da criação de um incêndio nas ruas e na área de floresta ao redor do bairro. Apesar de terem acreditado o menino tinha morrido no incêndio, os investigadores suspeitam que Rogers ainda pode estar vivo, devido ao fato de que seu corpo nunca foi encontrado."