“Hoje é Sexta, já sabem né?” Frase típica nos meus encontros com meus amigos. Nunca pensei que isso podia ser tão ruim...
Ontem, eu fui ao cinema com meus amigos: Pedro, Ian, Rafael e a Rosa, porém foi diferente, nós fomos assistir um filme de terror: Eu vou abrir o jogo, eu sou muito cagão, mas mesmo assim fui assistir. Quando nós fomos pagar o ingresso, a atendente estava meio pálida, e desanimada, mas com aquele emprego, preferi não falar nada.
(Trinta minutos depois)
O filme ia começar, eu sentei do lado de Rafael e Rosa. Eu estava conversando com o Rafa, até que alguém jogou algo em mim, eu achei que era pipoca, mas era uma coisa vermelha e grudenta, então, sem mais nem menos, eu caí no sono. Quando acordei, o telão estava mostrando um pentagrama enorme, então ouvi a frase “Você é meu agora.” No mesmo segundo olhei para os lados. Onde estavam todos??? Só tinha eu, então me levantei e saí correndo, mas eu tropecei em algo, bati com o joelho no chão, então vi que era uma pessoa, ao ver quem era, eu dei um grito, assustado “CARALHO! É A ROSA!!” Então eu saí da sala, mas não era o mesmo lugar... Eu estava muito assustado, então eu vi alguém correndo na minha direção, era a atendente. Então eu acordei, com fortes dores de cabeça, estava no meio do filme “Ufa, foi só um pesadelo” Eu pensei, então terminamos de assistir o filme
(No dia seguinte às 15:00)
Hoje eu acordei muito mal, estou com um hematoma no joelho, e outro na testa, então fui ao médico, mas ele disse que nunca tinha visto algo assim antes, então me encaminhou para outro lugar. Achei meio estranho, não pelo fato de ser só um hematoma, e sim: Porque eu estou com um hematoma!?
No caminho, eu notei algo bem estranho, uma dor forte no joelho, então eu vi: a cor passou de roxo para vermelho, mas um vermelho-cor-de-sangue muito forte. Quando finalmente cheguei no próximo médico, ele me passou um remédio e mandou eu repousar, sem fazer muito esforço com o joelho. Ao chegar em casa deitei, dormi. Tive um pesadelo esquisito, e por incrível que pareça, os dois hematomas sumíram.
(Hoje, às 9:00)
Hoje é um dia muito triste, Rose foi encontrada morta em seu quarto. Eu não sabia o motivo: por que alguém mataria ela? Ou, por que ela se mataria? Segundo os médicos, alguém matou ela, poxa, ela sempre foi tão bondosa... Mas o pior se aproximava... Quando cheguei em casa, eu senti uma dor imensa, não sei como, mas os hematomas voltaram, após ver isso alguém me ligou e falou: “Eu te avisei, agora você é meu, não devia ter feito aquilo... Hahahaha!” LEMBREI, antes do filme, Rafael mandou um desafio para nós: Ele mandou a gente escrever uma carta com a palavra “Satan Sempre” e depois botar fogo no papel, mas como eu era ateu, eu havia aceito. Hoje me ligaram mandando eu conseguir 100 almas para “Ele”, ou eu morreria também: a cada “ritual” uma pessoa do grupo morria, no nosso, foi a Rosa. Então por que você não faz isso? Vai ser legal, mas prepare-se, talvez você morra...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
O jogo do banho (Daruma San)
O Jogo de Banho ou "Daruma-san" é um paranormal que se originou no Japão. O jogo envolve a convocação de um fantasma grotesco que ira segui-lo todos os dias. O objetivo do jogo é fugir do fantasma e impedi-lo de pegar você.
Mas atenção: Aconselhamos a não jogar o jogo do banho. Dizem que jogar Daruma-san pode resultar em coisas muito ruins que acontecem com você.
Instruções do jogo:
1-Antes de ir para a cama à noite, tire a roupa e vá para o banheiro.
2-Ligue o chuveiro e desligue as luzes.
3-Entre em baixo do chuveiro de frente para as torneiras na parede.
4-Lave o cabelo enquanto repete as palavras "Daruma-san levante. Daruma-san levante."
5-Enquanto você lava seu cabelo, em sua mente você deve ver uma imagem de uma mulher japonesa de pé em algum banheiro. Ela escorrega para frente e bate a cabeça contra a torneira enferrujada. A torneira fura o seu olho e a mata.
6-Continue repetindo as palavras "Daruma-san levante. Daruma-san levante." até terminar de lavar o cabelo. Seus olhos devem permanecer fechados.
Você irá ouvir ou sentir um leve movimento no banheiro atrás de você. Mantenha os olhos fechados. Não espie. Você acabou convocar um fantasma.
A figura fantasmagórica de uma mulher vai se levantar para fora da poça de água atrás de você. Você vai se sentir a presença dela olhando para você, com a cabeça atrás de seu ombro direito. O cabelo dela é preto e emaranhado. Suas roupas estão esfarrapadas e apodrecidas. Ela tem apenas um olho. Seu olho esquerdo está aberto. Seu olho direito está faltando, deixando apenas um soquete de olho sangrento e oco.
Quando você sentir a presença do fantasma, diga em voz alta: "Por que você caiu no banho?"
Mantenha seus os olhos bem fechados, desligue o chuveiro, saia do banho. Tenha cuidado para não tropeçar e cair. Imediatamente deixe o banheiro e feche a porta atrás de você. Agora é seguro para abrir seus olhos. Não se enxugue nem se vista. Apenas vá dormir.
Na manhã seguinte, quando você acordar é que o jogo vai começar. O fantasma da mulher de um olho só vai seguir você. Sempre que você se virar para olhar, ela desaparecerá. Durante todo o dia, quando você olhar por cima do ombro direito, você poderá ocasionalmente ver um vislumbre dela. Ela vai ficar cada vez mais perto conforme o dia passa. Não deixe que ela te pegar.
Se você olhar por cima do ombro e ver que ela está muito perto, você deve gritar "Tomare!" que significa "Pare!" Em seguida, fuja o mais rápido possível. Isso permitirá que você se distêncie da mulher de um olho só.
Para terminar o jogo, você deve ver o vislumbre da mulher fantasmagórica e gritar "Kittá!" que significa "Eu te liberto!" Em seguida, mantenha a sua mão na frente de você e balance para baixo em um movimento de corte (como um golpe de caratê ).
Você deve terminar o jogo antes da meia-noite. Caso contrário, a mulher de um olho só vai aparecer em seus sonhos e segui-lo eternamente.
Existe algumas regras para este jogo:
Não abra seus olhos quando o fantasma aparecer na invocação.
Não permita que o fantasma tropece quando você sair do banho.
Não volte ao banheiro depois de sair.
Não se enxugue quando sair do banho.
Não permita que a mulher de um olho só alcance você.
Um último conselho:
Não jogue este jogo. É muito perigoso. Convocando fantasmas pode resultar em você seja possuído por um demônio ou morrer de uma forma horrível. Você também pode tropeçar e cair no banheiro e ferir gravemente ou até se matar. Se você não conseguir terminar o jogo corretamente, o fantasma poderá continuar a te seguir para o resto de sua vida. Não jogue este jogo.
A amante
Este relato tem indícios de fatos reais. ™
"Uma alma atormentada pode clamar por justiça, mesmo já estando em outra dimensão!"
A família da minha mãe tem como país de origem, a Inglaterra, e tem uma história bem interessante de um dos nossos familiares antepassados, uma empregada de um Lorde chamado Berckley.
A história começa em 1856. Lorde Breckly era muito rico e tinha muitas posses, incluindo uma casa em Londres, onde ele ficava a maior parte do tempo. Lorde Breckly tinha um temperamento muito difícil e tratava todo mundo da pior maneira possível, desde empregados, parentes e até outros Lordes e Ladys que iam visitar a sua casa. E isso incluía a sua amante também.
A sua amante era uma linda garota de descendência escocesa, muito mais nova do que o seu filho mais novo. Segundo os rumores ela era a filha bastarda de um nobre com uma garota de programa. O nome dela era Ailee.
Ailee era a amante de Lorde Breckly já fazia 6 anos. Em uma noite todos na casa ouviram um grito desesperador. Lorde Breckly e Ailee estavam tendo uma enorme discussão e a minha parenta, que era uma das empregadas, ficou preocupada com a segurança de Ailee.
Todos os empregados subiram correndo para ver o que tinha acontecido, mas eles pararam na escada quando viram Lorde Breckly. Ele estava agindo muito estranhamente e não deixou nenhum dos empregados subirem a escada.
Ele falou que Ailee tinha batido o pé e gritou. Os empregados voltaram para os seus aposentos, não acreditando na história de Lorde Breckly, mas tinham aprendido a ficarem quietos se quisessem ficar com os seus empregos.
Na manhã seguinte, Ailee não estava na cozinha, onde sempre tomava o café da manhã.
Os empregados acharam isso estranho e estavam suspeitando de que Lorde Breckly tinha finalmente ido longe demais, que havia matado sua amante e escondido seu corpo durante a noite.
Por semanas não havia sinal de Ailee, mas a vida na casa seguia o seu rumo, até que barulhos e gemidos começaram a acontecer.
Toda noite por volta das 22:00' (mesmo horário em que haviam ouvido o grito de Ailee naquela noite atribulada), eles ouviam terríveis gemidos e barulhos estranhos. A voz, claramente era de uma mulher que gritava, chorava e implorava por piedade, mas para ela claramente não havia nenhuma.
Isso ocorreu por vários meses, até que em que um determinado dia os empregados resolveram ver se descobriam a causa de todos aqueles barulhos terríveis.
Uma noite quando os gemidos começaram, os empregados juntaram a coragem que tinham e seguiram na direção do som. O som estava vindo do quarto do Lorde, e eles podiam ouvir uma horrível lamentação lá dentro.
Lorde Breckly, sem conseguir agüentar mais as lamentações estava na sua casa em Yorkshire.
Quando eles abriram a porta eles quase desmaiaram de medo, pois Ailee estava de pé no meio do quarto.
Os seus olhos estavam apáticos e sem vida e os seus braços estavam esticados como se estivesse pedindo ajuda.
A minha parenta chegou perto dela e tentou pegar a sua mão.
Por um momento Ailee estava sólida, mas então ela se virou para o closet e desapareceu.
Depois de se recuperarem do choque, os empregados entraram no closet e olharam lá dentro, e olharam do lado de fora perto da porta do closet, mas não acharam o que o fantasma de Ailee queria que eles encontrassem.
Quando Lorde Breckly voltou, os empregados falaram para ele o que tinham visto.
O Lorde ficou branco feito fantasma e no dia seguinte despediu todo mundo e colocou a casa à venda.
A visita noturna de Ailee continuou pelos anos seguintes. Toda noite por volta das 22:00' ela começava a gemer até alguém encontrá-la, então ela apontava para o closet e em seguida desaparecia.
Ninguém sabe o que aconteceu com Ailee, mas alguns dizem que Lorde Breckly a matou e colocou o seu corpo em um compartimento secreto no closet, sendo que ficou apavorado quando o seu segredo quase foi descoberto.
Outras pessoas elaboraram outras teorias, mas a verdade real nunca foi descoberta, permanecendo em segredo até os dias de hoje.
''Quando uma pessoa é morta tomada de muito ódio... Ali nasce uma maldição, e essa maldição se consome no lugar da morte.''
"Uma alma atormentada pode clamar por justiça, mesmo já estando em outra dimensão!"
A família da minha mãe tem como país de origem, a Inglaterra, e tem uma história bem interessante de um dos nossos familiares antepassados, uma empregada de um Lorde chamado Berckley.
A história começa em 1856. Lorde Breckly era muito rico e tinha muitas posses, incluindo uma casa em Londres, onde ele ficava a maior parte do tempo. Lorde Breckly tinha um temperamento muito difícil e tratava todo mundo da pior maneira possível, desde empregados, parentes e até outros Lordes e Ladys que iam visitar a sua casa. E isso incluía a sua amante também.
A sua amante era uma linda garota de descendência escocesa, muito mais nova do que o seu filho mais novo. Segundo os rumores ela era a filha bastarda de um nobre com uma garota de programa. O nome dela era Ailee.
Ailee era a amante de Lorde Breckly já fazia 6 anos. Em uma noite todos na casa ouviram um grito desesperador. Lorde Breckly e Ailee estavam tendo uma enorme discussão e a minha parenta, que era uma das empregadas, ficou preocupada com a segurança de Ailee.
Todos os empregados subiram correndo para ver o que tinha acontecido, mas eles pararam na escada quando viram Lorde Breckly. Ele estava agindo muito estranhamente e não deixou nenhum dos empregados subirem a escada.
Ele falou que Ailee tinha batido o pé e gritou. Os empregados voltaram para os seus aposentos, não acreditando na história de Lorde Breckly, mas tinham aprendido a ficarem quietos se quisessem ficar com os seus empregos.
Na manhã seguinte, Ailee não estava na cozinha, onde sempre tomava o café da manhã.
Os empregados acharam isso estranho e estavam suspeitando de que Lorde Breckly tinha finalmente ido longe demais, que havia matado sua amante e escondido seu corpo durante a noite.
Por semanas não havia sinal de Ailee, mas a vida na casa seguia o seu rumo, até que barulhos e gemidos começaram a acontecer.
Toda noite por volta das 22:00' (mesmo horário em que haviam ouvido o grito de Ailee naquela noite atribulada), eles ouviam terríveis gemidos e barulhos estranhos. A voz, claramente era de uma mulher que gritava, chorava e implorava por piedade, mas para ela claramente não havia nenhuma.
Isso ocorreu por vários meses, até que em que um determinado dia os empregados resolveram ver se descobriam a causa de todos aqueles barulhos terríveis.
Uma noite quando os gemidos começaram, os empregados juntaram a coragem que tinham e seguiram na direção do som. O som estava vindo do quarto do Lorde, e eles podiam ouvir uma horrível lamentação lá dentro.
Lorde Breckly, sem conseguir agüentar mais as lamentações estava na sua casa em Yorkshire.
Quando eles abriram a porta eles quase desmaiaram de medo, pois Ailee estava de pé no meio do quarto.
Os seus olhos estavam apáticos e sem vida e os seus braços estavam esticados como se estivesse pedindo ajuda.
A minha parenta chegou perto dela e tentou pegar a sua mão.
Por um momento Ailee estava sólida, mas então ela se virou para o closet e desapareceu.
Depois de se recuperarem do choque, os empregados entraram no closet e olharam lá dentro, e olharam do lado de fora perto da porta do closet, mas não acharam o que o fantasma de Ailee queria que eles encontrassem.
Quando Lorde Breckly voltou, os empregados falaram para ele o que tinham visto.
O Lorde ficou branco feito fantasma e no dia seguinte despediu todo mundo e colocou a casa à venda.
A visita noturna de Ailee continuou pelos anos seguintes. Toda noite por volta das 22:00' ela começava a gemer até alguém encontrá-la, então ela apontava para o closet e em seguida desaparecia.
Ninguém sabe o que aconteceu com Ailee, mas alguns dizem que Lorde Breckly a matou e colocou o seu corpo em um compartimento secreto no closet, sendo que ficou apavorado quando o seu segredo quase foi descoberto.
Outras pessoas elaboraram outras teorias, mas a verdade real nunca foi descoberta, permanecendo em segredo até os dias de hoje.
''Quando uma pessoa é morta tomada de muito ódio... Ali nasce uma maldição, e essa maldição se consome no lugar da morte.''
A casa sem fim
Deixe-me começar dizendo que Peter Terry era viciado em heroína. Nós éramos amigos na faculdade e continuamos sendo após eu ter me formado. Note que eu disse "eu". Ele largou depois de 2 anos mal feitos. Depois que eu me mudei do dormitório para um pequeno apartamento, não via Peter com muita frequência. Nós costumávamos conversar online as vezes (AIM era o rei na época pré-facebook). Houve um tempo que ele não ficou online por cinco semanas seguidas. Eu não estava preocupado. Ele era um notável viciado em cocaína e drogas em geral, então eu assumi que ele apenas parou de se importar. Mas então, uma noite, eu o vi entrando. Antes que eu pudesse começar uma conversa, ele me mandou uma mensagem.
"David, cara, nós precisamos conversar."
Foi quando ele me disse sobre a Casa sem Fim. Ela tinha esse nome pois ninguém nunca alcançou a saída final. As regras eram bem simples e clichês: chegue na saída final e você ganha 500 dólares, nove cômodos no total. A casa estava localizada fora da cidade, aproximadamente 7km da minha casa. Aparentemente ele tentou e falhou. Ele era viciado em heroína e sabe lá em mais o que, então eu imaginei que as drogas tinham feito ele se cagar todo por causa de um fantasma de papel ou algo assim. Ele me disse que seria demais pra qualquer um. Que não era normal. Eu não acreditei nele. Por que eu deveria? Eu disse a ele que iria checar isso na outra noite, e não importava o quanto ele tentasse me fazer não ir, 500 dólares soava bom demais pra ser verdade, eu precisava tentar. Fui na noite seguinte. Isso foi o que aconteceu.
Quando eu cheguei, imediatamente notei algo estranho sobre a casa. Você já viu ou leu algo que não deveria te assustar, mas por alguma razão te gelava a espinha? Eu andei através da construção e o o sentimento de mal estar apenas aumentou quando eu abri a porta da frente.
Meu coração desacelerou e soltei um suspiro aliviado assim que entrei. O cômodo parecia como uma entrada de um hotel normal decorada para o Halloween. Um sinal foi colocado no lugar onde deveria ter um funcionário. Se lia "Quarto 1 por aqui. Mais oito a seguir. Alcance o final e você vence!" Eu ri e fui para a primeira porta.
A primeira área era quase cômica. A decoração lembrava o corredor de Halloween de um K-Mart, cheia de fantasmas de lençol e zumbis robóticos que soltavam um grunhido estático quando você passava. No outro lado tinha uma saída, a única porta além da qual eu entrei. Passei através das falsas teias de aranha e fui para o segundo quarto.
Fui recebido por uma névoa assim que abri a porta do segundo quarto. O quarto definitivamente apostou alto nos termos de tecnologia. Não havia apenas uma máquina de fumaça, mas morcegos pendurados pelo teto e girando em círculos. Assustador. Eles pareciam ter em algum lugar da sala, uma trilha sonora em loop de Halloween que qualquer um encontra em uma loja de R$1,99. Eu não vi um rádio, mas imaginei que eles tenham usado um sistema de PA. Eu pisei em cima de alguns ratos de brinquedo com rodinhas e andei com o peito inchado para a próxima área. Eu alcancei a maçaneta e meu coração parou. Eu não queria abrir essa porta. O sentimento de medo bateu tão forte que eu mal conseguia pensar. A lógica voltou depois de alguns momentos aterrorizantes, e eu abri a porta e entrei no próximo cômodo.
No quarto 3 foi quando as coisas começaram a mudar.
A primeira vista, parecia como um quarto normal. Havia uma cadeira no meio do quarto com piso de madeira. Uma lâmpada no canto fazia o péssimo trabalho de iluminar a área, e lançava algumas sombras sobre o chão e as paredes. Esse era o problema. Sombras. Plural. Com a exceção da cadeira, havia outras. Eu mal tinha entrado e já estava apavorado. Foi naquele momento que eu soube que algo não estava certo. Eu nem sequer pensava quando automaticamente tentei abrir a porta de qual eu vim. Estava trancada pelo outro lado.
Isso me deixou atormentado. Alguém estava trancando as portas conforme eu progredia? Não havia como. Eu teria ouvido. Seria uma trava mecânica que fechava automaticamente? Talvez. Mas eu estava muito assustado pra pensar. Eu me voltei para o quarto e as sombras tinham sumido. A sombra da cadeira permaneceu, mas as outras se foram. Comecei a andar lentamente. Eu costumava alucinar quando era criança, então eu conclui que as sombras eram um produto da minha imaginação. Comecei a me sentir melhor assim que fui para o meio da sala. Olhei para baixo enquanto andava, e foi aí que eu vi. A minha sombra não estava lá. Eu não tive tempo para gritar. Corri o mais rápido que pude para a outra porta e me atirei sem pensar no próximo quarto.
O quarto cômodo foi possivelmente o mais perturbador. Assim que eu fechei a porta, toda a luz pareceu ser sugada para fora e colocada no quarto anterior. Eu fiquei ali, rodeado pela escuridão, e não conseguia me mexer. Não tenho medo do escuro, e nunca tive, mas eu estava absolutamente aterrorizado. Toda a minha visão tinha me deixado. Eu ergui minha mão na frente do meu rosto e se eu não soubesse que tinha feito isso, nunca seria capaz de contar. Não conseguia ouvir nada. Estava um silêncio mortal. Quando você está em uma sala à prova de som, ainda é capaz de se ouvir respirar. Você consegue ouvir a si mesmo estar vivo. Eu não podia. Comecei a tropeçar depois de alguns momentos, a única coisa que eu podia sentir era meu coração batendo rapidamente. Não havia nenhuma porta à vista. Eu não tinha nem sequer certeza se havia uma porta mesmo. O silêncio foi quebrado por um zumbido baixo.
Senti algo atrás de mim. Vire-me bruscamente mas mal conseguia ver meu nariz. Mas eu sabia que era lá. Independentemente do quão escuro estava, eu sabia que tinha algo lá. O zumbido ficou mais alto, mais perto. Parecia me cercar, mas eu sabia que o que quer que estivesse causando o barulho, estava na minha frente, se aproximando. Dei um passo para trás, eu nunca tinha sentido esse tipo de medo. Eu realmente não consigo descrever o verdadeiro medo. Não estava nem com medo de morrer, mas sim do modo que isso ia acontecer. Tinha medo do que a coisa reservara para mim. Então as luzes piscaram por menos de um segundo e eu vi. Nada. Eu não vi nada e eu sei que eu não vi nada lá. O quarto estava novamente mergulhado na escuridão, e o zumbido era agora um guincho selvagem. Eu gritei em protesto, não conseguiria ouvir o barulho por mais um maldito minuto. Eu corri para trás, longe do barulho, e comecei a procurar pela maçaneta. Me virei e cai dentro do quarto 5.
Antes que eu descreva o quarto 5, você deve entender algo. Eu não sou um viciado. Nunca tive história de abuso de drogas ou qualquer tipo de psicoses além das alucinações na minha infância que eu já mencionei, e elas eram apenas quando eu estava realmente cansado ou tinha acabado de acordar. Eu entrei na Casa sem Fim limpo.
Depois de cair do quarto anterior, minha visão do quinto quarto foi de costas, olhando pro teto. O que eu vi não me assustou, apenas me surpreendeu. Árvores tinha crescido no quarto e se erguiam acima da minha cabeça. O teto desse quarto era mais alto que os outros, o que me fez pensar que eu estava no centro da casa. Me levantei do chão, me limpei e olhei ao redor. Era definitivamente o maior quarto de todos. Eu sequer conseguia ver a porta de onde eu estava, os vários arbustos e árvores devem ter bloqueado a minha linha de visão da saída. Nesse momento eu notei que os quartos estavam ficando mais assustadores, mas esse era um paraíso em comparação ao último. Também assumi que o que estava no quarto quatro ficou lá. Eu estava incrivelmente errado.
Conforme eu andava, comecei a ouvir o que se poderia ouvir em uma floresta, o barulho dos insetos se movendo e dos pássaros voando pareciam ser as minhas únicas companhias nesse quarto. Isso foi o que mais me incomodou. Eu podia ouvir os insetos e os outros animais, mas não conseguia vê-los. Comecei a me perguntar quão grande essa casa era. De fora, quando eu caminhei até ela, parecia como uma casa normal. Era definitivamente na maior parte da casa, já que tinha quase uma floresta inteira. A abóbada cobria minha visão do teto, mas eu assumi que ele ainda estava lá, por mais alto que fosse. Eu também não via nenhuma parede. A única maneira que eu sabia que ainda estava dentro da casa era por causa do chão compatível com o dos outros quartos, pisos escuros de madeira. Continuei andando na esperança que a próxima árvore que eu passasse revelaria a porta. Depois de alguns momento de caminhada, senti um mosquito no meu braço. O espantei e continuei. Um segundo depois, senti cerca de dez mais deles em diferentes lugares da minha pele. Senti eles rastejarem para cima e para baixo nos meus braços e pernas, e algum deles foram para o meu rosto. Eu me agitava freneticamente para espantá-los mas eles continuavam rastejando. Eu olhei para baixo e soltei um grito abafado, mais um ganido, para ser honesto. Eu não vi um único inseto. Nenhum inseto estava em mim, mas eu conseguia senti-los. Eu ouvia eles voando pelo meu rosto e picando a minha pele, mas não conseguia ver um único inseto. Me joguei no chão e comecei a rolar descontroladamente. Eu estava desesperado. Eu odiava insetos, especialmente os que eu não conseguia ver ou tocar. Mas eles conseguiam me tocar, e estavam por toda parte.
Eu comecei a rastejar. Não tinha ideia para onde estava indo, a entrada não estava a vista, e eu ainda não tinha visto a saída. Então eu apenas rastejei, minha pele se contorcendo com a presença desses insetos fantasmas. Depois do que pareceu horas, eu achei a porta. Agarrei a árvore mais próxima e me apoiei nela, eu dava tapas nos meus braços e pernas, sem sucesso. Tentei correr mas não conseguia, meu corpo estava exausto de rastejar e lidar com o que quer que estivesse no meu corpo. Eu dei alguns passos vacilantes até a porta, me segurando em cada árvore para me apoiar. Estava a poucos passos da porta quando eu ouvi. O zumbido baixo de antes. Estava vindo do próximo quarto, e era mais profundo. Eu podia quase senti-lo dentro do meu corpo, como quando você está do lado de um amplificador em um show. O sensação dos insetos em mim diminuiu quando o zumbido ficou mais alto. Assim que eu coloquei a mão na maçaneta, os insetos se foram completamente, mas eu não conseguia girar a maçaneta. Eu sabia que se eu soltasse, os insetos voltariam, e eu não voltaria para o cômodo quatro. Eu apenas fiquei ali, minha cabeça pressionada contra a porta marcada 6, minha mão trêmula segurando a maçaneta. O zumbido era tão alto que eu não conseguia nem me ouvir fingir pensar. Eu não podia fazer nada além de prosseguir. O quarto 6 era o próximo, e ele era o inferno.
Fechei a porta atrás de mim, meus olhos fechados e meus ouvidos zunindo. O zumbido me rodeava. Assim que a porta fechou, o zumbido se foi. Abri meus olhos e a porta que eu fechei sumira. Era apenas uma parede agora. Olhei em volta em choque. O quarto era idêntico ao terceiro, a mesma cadeira e lâmpada, mas com a quantidade de sombras corretas dessa vez. A única real diferença é que a porta de saída, e a que eu vim, tinham sumido. Como eu disse antes, eu não tinha problemas anteriores nos termos de instabilidade mental, mas no momento eu sentia como se estivesse louco. Eu não gritei. Não fiz um som. No começo eu arranhei suavemente. A parede era resistente, mas eu sabia que a porta estava lá, em algum lugar. Eu apenas sabia que estava. Arranhei onde a maçaneta estava. Arranhei a parede freneticamente com ambas as mãos, minhas unhas começaram a ser lixadas pela parede. Cai silenciosamente de joelho, o único som no quarto era o incessante arranhar contra a parede. Eu sabia que estava lá. A porta estava lá, eu sabia que estava apenas lá, sabia que se eu pudesse passar pela parede-
"Você está bem?"
Pulei do chão e me virei rapidamente. Me encostei contra a parede atrás de mim e vi o que falou comigo, e até hoje eu me arrependo de ter me virado.
A garotinha usava um vestido branco que descia até seus tornozelos. Ela tinha longos cabelos loiros que desciam até o meio das suas costas, pele branca e olhos azuis. Ela era a coisa mais assustadora que eu já tinha visto, e eu sei que nada na vida será tão angustiante como o que eu vi nela. Enquanto eu a olhava, eu via a jovem menina, mas também via algo mais. Onde ela estava eu vi o que parecia com um corpo de um homem maior do que o normal e coberto de pelos. Ele estava nu da cabeça ao dedão do pé, mas sua cabeça não era humana, e seus pés eram cascos. Não era o diabo, mas naquele momento poderia muito bem ter sido. Sua cabeça era a cabeça de um carneiro e o focinho de um lobo. Era horrível, e era como a menininha a minha frente. Eles tinham a mesma forma. Eu não consigo realmente descrever, mas eu via os dois ao mesmo tempo. Eles compartilhavam o mesmo lugar do quarto, mas era como olhar para duas dimensões separadas. Quando eu olhava a menina, eu via a coisa, e quando eu olhava a coisa, eu via a menina. Eu não conseguia falar. Eu mal conseguia ver. Minha mente estava se revoltando contra o que eu tentava processar. Eu já tive medo antes na minha vida, e eu nunca tinha estado mais assutado do que quando fiquei preso no quarto 4, mas isso foi antes do sexto. Eu apenas fiquei ali, olhando para o que quer que fosse que falou comigo. Não havia saída. Eu estava preso lá com aquilo. E então ela falou de novo.
"David, você deveria ter ouvido"
Quando aquilo falou, eu ouvi palavras da menina, mas a outra coisa falou atrás da minha mente numa voz que eu não tentarei descrever. Não havia nenhum outro som. A voz apenas continuava repetindo a frase de novo e de novo na minha mente, e eu concordei. Eu não sabia o que fazer. Estava ficando louco e ainda assim eu não conseguia tirar os olhos do que estava na minha frente. Cai no chão. Pensei que tinha desmaiado, mas o quarto não deixaria isso acontecer. Eu apenas queria que isso terminasse. Eu estava de lado, meus olhos bem apertos e a coisa olhando pra mim. No chão na minha frente estava correndo um dos ratos de brinquedo do segundo quarto. A casa estava brincando comigo. Mas por alguma razão, ver esse rato fez a minha mente voltar de onde quer que ela estivesse, e olhar ao redor do quarto. Eu sairia de lá. Estava determinado a sair daquela casa e nunca mais pensar sobre ela novamente. Eu sabia que esse quarto era o inferno e não estava pronto para ficar lá. No começo apenas meus olhos se moviam. Eu procurava nas paredes por qualquer tipo de abertura. O quarto não era muito grande, então não demorou muito para que eu checasse tudo. O demônio continuava zombando de mim, a voz cada vez mais alta como a coisa parada lá. Coloquei minha mão no chão e fiquei de quatro, e voltei a explorar a parede atrás de mim. Então eu vi algo que eu não podia acreditar. A coisa estava agora diretamente nas minhas costas, sussurrando como eu não deveria ter vindo. Eu senti sua respiração na minha nuca, mas me recusei a me virar. Um grande retângulo foi riscado na madeira, com um pequeno entalhe no meio dele. E bem em frente aos meus olhos eu vi um 7 que eu tinha inconscientemente feito na parede. Eu sabia o que era. Quarto 7 estava bem onde o quarto 5 estava a momentos atrás.
Eu não sabia como eu tinha feito aquilo, talvez tenha sido apenas o meu estado no momento, mas eu tinha criado a porta. Eu sabia que tinha. Na minha loucura eu tinha riscado na parede o que eu mais precisava, uma saída para o próximo quarto. O quarto 7 estava perto. Eu sabia que o demônio estava bem atrás de mim, mas por alguma razão, ele não conseguia me tocar. Fechei meus olhos e coloquei ambas as mãos no grande 7 na minha frente. E empurrei. Empurrei o mais forte que pude. O demônio agora gritava nos meus ouvidos. Ele e dizia que eu nunca iria embora. Me dizia que esse era o fim, mas que eu não iria morrer, eu iria ficar lá no quarto 6 com ele. Eu não iria. Empurrei e gritei com todo o meu fôlego. Eu sabia que alguma hora eu iria atravessar a parede. Cerrei meus olhos e gritei, e então o demônio se foi. Eu fui deixado no silêncio. Me virei lentamente e fui saudado com o quarto estando como estava quando eu entrei, apenas uma cadeira e uma lâmpada. Eu não podia acreditar nisso, mas não tive tempo de me habituar. Me virei para o 7 e pulei levemente para trás. O que eu vi foi uma porta. Não a que eu tinha riscado lá, mas uma porta normal com um grande 7 nela. Todo o meu corpo tremia. Me levou um tempo para girar a maçaneta. Eu apenas fiquei lá, parado por um tempo, encarando a porta. Eu não podia ficar no quarto 6, não podia. Mas se isso foi apenas o quarto 6, não conseguia imaginar o que me aguardava no 7. Devo ter ficado lá por uma hora, apenas olhando para o 7. Finalmente, respirei fundo e girei a maçaneta, abrindo a porta para o quarto 7.
Cambaleei através da porta mentalmente exausto e fisicamente fraco. A porta atrás de mim se fechou, e eu me toquei de onde estava. Eu estava fora. Não fora como no quarto 5, eu estava realmente lá fora. Meus olhos ardiam. Eu queria chorar. Cai de joelhos e tentei, mas não consegui. Eu estava finalmente fora daquele inferno. Nem sequer me importava com o prêmio que foi prometido. Me virei e vi que porta que eu tinha acabado de atravessar era a entrada. Andei até o meu carro e dirigi para casa, pensando em o quão bom seria tomar um banho.
Assim que cheguei em casa, me senti desconfortável. A alegria de deixar a Casa Sem Fim tinha sumido, e um temor crescia lentamente em meu estômago. Parei de pensar nisso e fiz meu caminho para a porta da frente. Entrei e imediatamente subi para o meu quarto. Eu entrei lá e na minha cama estava meu gato Baskerville. Ele foi a primeira coisa viva que eu vi aquela noite, e fui fazer carinho nele. Ele sibilou e bateu na minha mão. Recuei em choque, ele nunca tinha agido assim. Eu pensei "tanto faz, ele é um gato velho". Fui para o banho e me aprontei para o que eu esperava ser uma noite de insônia.
Depois do meu banho, fui cozinhar algo. Desci as escadas e me virei para a sala de estar, e vi o que ficaria para sempre gravado em minha mente. Meus pais estavam deitados no chão, nus e cobertos de sangue. Foram mutilado ao ponto de estarem quase identificáveis. Seus membros foram removidos e colocados do lado dos seus corpos, e suas cabeças em seus peitos, olhando para mim. A pior parte eram suas expressões. Eles sorriam, como se estivessem felizes em me ver. Vomitei e comecei a chorar lá mesmo. Eu não sabia o que tinha acontecido, eles nem sequer moravam comigo. Eu estava confuso. E então eu vi. Uma porta que nunca esteve lá antes. Uma porta com um grande 8 riscado com sangue nela.
Eu continuava na casa. Estava na minha sala de estar, mas ainda assim, no quarto 7. O rosto dos meus pais sorriram mais assim que eu percebi isso. Eles não eram meus pais, não podiam ser. Mas pareciam exatamente como eles. A porta marcada com um 8 estava do outro lado, depois dos corpos mutilados na minha frente. Eu sabia que tinha que continuar, mas naquele momento eu desisti. Os rostos sorridentes acabaram comigo, me seguravam lá onde eu estava. Vomitei novamente e quase entrei em colapso. E então, o zumbido voltou. Estava mais alto do que nunca, enchia a casa e tremia as paredes. O zumbido me obrigou a andar. Comecei a andar lentamente, indo em direção a porta e aos corpos. Eu mal conseguia ficar em pé, ainda mais andar, e quanto mais perto eu ia dos meus pais, mais perto do suicídio eu estava. As paredes agora tremiam tanto que parecia que desmoronariam, mas ainda assim os rostos sorriam para mim. Cada vez que eu me movia, os olhos me seguiam. Agora eu estava entre os dois corpos, a alguns metros da porta. As mãos desmembradas rastejaram em minha direção, o tempo todo os rostos continuavam a me olhar fixamente. Um novo terror tomou conta de mim e eu andei mais rápido. Eu não queria ouvir eles falarem. Não queria que as vozes fossem iguais a dos meus pais. Eles começaram a abrir suas bocas, e agora as mãos estavam a centímetros dos meus pés. Em um movimento desesperado, corri até a porta, a abri, e bati com ela atrás de mim. Quarto 8.
Eu estava farto. Depois do que acabara de acontecer, eu sabia que não tinha mais nada que essa porra de casa pudesse ter que eu não pudesse sobreviver. Não havia nada além do fogo do inferno que eu não estava preparado. Infelizmente eu subestimei as capacidades da Casa Sem Fim. Infelizmente, as coisas ficaram mais perturbadoras, mais terríveis e mais indescritíveis no quarto 8.
Eu continuo tendo dificuldade me acreditar no que eu vi na sala 8. De novo, o quarto era uma cópia do quarto 6 e 4, mas sentado na cadeira normalmente vazia, estava um homem. Depois de alguns segundos de descrença, minha mente finalmente aceitou o fato de que o homem sentado lá era eu. Não alguém que parecia comigo, ele era David Williams. Me aproximei. Eu tinha que dar uma olhada melhor, mesmo tendo certeza disso. Ele olhou para mim e notei lágrimas em seus olhos.
"Por favor.... por favor, não faça isso. Por favor, não me machuque."
"O que?" Eu disse. "Quem é você? Eu não vou te machucar."
"Sim, você vai" Ele soluçava agora. "Você vai me machucar e eu não quero que você faça isso." Ele colocou suas pernas para cima na cadeira e começou a se balançar para frente e para trás. Foi realmente bem patético de olhar, principalmente por ele ser eu, idêntico em todos os sentidos.
"Escute, quem é você?" Eu estava agora apenas a alguns metros do meu doppelganger. Foi a mais estranha experiência que eu tive, estar lá falando comigo mesmo. Eu não estava assustado, mas ficaria logo. "Por que você-?"
"Você vai me machucar, você vai me machucar, se você quer sair você vai me machucar"
"Por que você está falando isso? Apenas se acalme, certo? Vamos tentar entender isso e-" E então eu vi. O David sentado lá estava usando as mesmas roupas que eu, exceto por uma pequena mancha vermelha bordada em sua camisa com um número 9"
"Você vai me machucar, você vai me machucar, não, por favor, você vai me machucar..."
Meus olhos não deixaram o pequeno número no seu peito. Eu sabia exatamente o que era. As primeiras portas foram simples, mas depois elas ficaram mais ambíguas. 7 foi arranhada na parede pelas minhas próprias mãos. 8 foi marcada com o sangue dos meus pais. Mas 9 - esse número era uma pessoa, uma pessoa viva. E o pior, era uma pessoa que parecia exatamente comigo.
"David?" Eu tive que perguntar.
"Sim... você vai me machucar, você vai me machucar..." Ele continuo a soluçar e a se balançar. Ele respondeu ao David. Ele era eu, até a voz. Mas aquele 9. Eu andei por alguns minutos enquanto ele chorava em sua cadeira. O quarto não tinha nenhuma porta, e assim como o 6, a porta da qual eu vim tinha sumido. Por alguma razão, eu sabia que arranhar não me levaria a nenhum lugar dessa vez. Estudei as paredes e o chão em volta da cadeira, abaixando a minha cabeça e vendo se tinha algo embaixo dela. Infelizmente, tinha. Embaixo da cadeira tinha uma faca. Junto com ela tinha uma nota onde se lia: Para David - Da Gerência.
A sensação em meu estômago quando eu li a nota foi algo sinistro. Eu queria vomitar, e a última coisa que eu queria fazer era remover a faca debaixo da cadeira. O outro David continuava a soluçar incontrolavelmente. Minha mente girava em volta de questões sem respostas. Quem colocou isso aqui e como sabiam meu nome? Sem mencionar o fato de que eu estava ajoelhado no chão frio e também estava sentado naquela cadeira, soluçando e pedindo para não ser machucado por mim mesmo. Isso tudo era muito para processar. A casa e a gerência estavam brincando comigo esse tempo todo. Meus pensamentos, por alguma razão, foram para Peter, e se ele chegou tão longe ou não. E se ele chegou, se ele conheceu um Peter Terry soluçando nesta cadeira, se balançando para frente e para trás. Eu expulsei esses pensamentos da minha cabeça, eles não importavam. Eu peguei a faca debaixo da cadeira e imediatamente o outro David se calou.
"David," ele disse na minha voz, "o que você pensa que vai fazer?"
Me levantei do chão e apertei a faca na minha mão.
"Eu vou sair daqui."
David continuava sentado na cadeira, mas estava bem calmo agora. Ele olhou pra mim com um sorriso fraco. Eu não sabia se ele iria rir ou me estrangular. Lentamente ele se levantou da cadeira e ficou de frente para mim. Era estranho. Sua altura e até a maneira que ele estava eram iguais a mim. Eu senti o cabo de borracha da faca na minha mão e apertei ela mais forte. Eu não sabia o que planejava fazer com isso, mas sentia que eu ia precisar dela.
"Agora" sua voz era um pouco mais profunda que a minha. "Eu vou te machucar. Eu vou te machucar e eu vou te manter aqui" Eu não respondi. Eu apenas o ataquei e o segurei no chão. Eu tinha montado nele e olhei para baixo, faca apontada e preparada. Ele olhou para mim apavorado. Era como se eu estivesse olhando para um espelho. E então, o zumbido retornou, baixo e distante, mas ainda assim eu o sentia no meu corpo. David olhou mim e eu olhei para mim mesmo. O zumbido foi ficando mais alto, e eu senti algo dentro de mim se romper. Com apenas um movimento, eu enfiei a faca na marca em seu peito e rasguei. A escuridão inundou o quarto, e eu estava caindo.
A escuridão em volta de mim era diferente de tudo que eu já tinha experimentado até aquele ponto. O Quarto 3 era escuro, mas não chegou nem perto dessa que tinha me engolido completamente. Depois de um tempo, eu não tinha nem mais certeza se continuava caindo. Me sentia leve, coberto pela escuridão. E então, uma tristeza profunda veio até mim. Me senti perdido, deprimido, suicida. A visão dos meus pais entrou na minha mente. Eu sabia que não era real, mas eu tinha visto aquilo, e a mente tem dificuldades em diferenciar o que é real e o que não é. A tristeza só aumentava. Eu estava no quarto 9 pelo que parecia dias. O quarto final. E era exatamente o que isso era, o fim. A Casa Sem Fim tinha um final, e eu tinha alcançado isso. Naquele momento, eu desisti. Eu sabia que eu estaria naquele estado pra sempre, acompanhado por nada além da escuridão. Nem o zumbido estava lá para me manter são. Eu tinha perdido todos os sentidos. Não conseguia sentir eu mesmo. Não conseguia ouvir nada, a visão era inútil aqui, e eu procurei por algum gosto na minha boca e não achei nada. Me senti desencarnado e completamente perdido. Eu sabia onde eu estava. Isso era o inferno. O Quarto 9 era o inferno. E então aconteceu. Uma luz. Uma dessas luzes estereotipadas no fim do túnel. Então eu senti o chão vir até mim, eu estava em pé. Depois de um momento ou dois para reunir meus pensamentos e sentidos, eu andei lentamente em direção a essa luz.
Assim que eu me aproximei da luz, ela tomou forma. Era uma luz saindo da fenda de uma porta, dessa vez sem nenhuma marca. Eu lentamente andei através da porta e me encontrei de volta onde eu comecei, no lobby da Casa Sem Fim. Estava exatamente como eu deixei. Continuava vazia, continuava decorada com enfeites infantis de Halloween. Depois de tudo o que aconteceu aquela noite, eu continuava desconfiado de onde eu estava. Depois de alguns momentos de normalidade, eu olhei em volta tentando achar qualquer coisa diferente. Na mesa estava um envelope branco com o meu nome escrito nele. Muito curioso, mas ainda assim cauteloso, juntei coragem para abrir o envelope. Dentro estava uma carta escrita à mão.
David Williams,
Parabéns! Você chegou ao final da Casa Sem Fim! Por favor, aceite esse prêmio como um símbolo da sua grande conquista.
Da sua eterna,
Gerência
Junto com a carta, tinham cinco notas de 100 dólares.
Eu não conseguia parar de rir. Eu ri pelo que pareceram horas. Eu ri enquanto andava até o carro e ri enquanto dirigia pra casa. Eu ri enquanto estacionava o carro na minha garagem, ri enquanto abria a porta da frente da minha casa e ri quando vi um pequeno 10 gravado na madeira.
"David, cara, nós precisamos conversar."
Foi quando ele me disse sobre a Casa sem Fim. Ela tinha esse nome pois ninguém nunca alcançou a saída final. As regras eram bem simples e clichês: chegue na saída final e você ganha 500 dólares, nove cômodos no total. A casa estava localizada fora da cidade, aproximadamente 7km da minha casa. Aparentemente ele tentou e falhou. Ele era viciado em heroína e sabe lá em mais o que, então eu imaginei que as drogas tinham feito ele se cagar todo por causa de um fantasma de papel ou algo assim. Ele me disse que seria demais pra qualquer um. Que não era normal. Eu não acreditei nele. Por que eu deveria? Eu disse a ele que iria checar isso na outra noite, e não importava o quanto ele tentasse me fazer não ir, 500 dólares soava bom demais pra ser verdade, eu precisava tentar. Fui na noite seguinte. Isso foi o que aconteceu.
Quando eu cheguei, imediatamente notei algo estranho sobre a casa. Você já viu ou leu algo que não deveria te assustar, mas por alguma razão te gelava a espinha? Eu andei através da construção e o o sentimento de mal estar apenas aumentou quando eu abri a porta da frente.
Meu coração desacelerou e soltei um suspiro aliviado assim que entrei. O cômodo parecia como uma entrada de um hotel normal decorada para o Halloween. Um sinal foi colocado no lugar onde deveria ter um funcionário. Se lia "Quarto 1 por aqui. Mais oito a seguir. Alcance o final e você vence!" Eu ri e fui para a primeira porta.
A primeira área era quase cômica. A decoração lembrava o corredor de Halloween de um K-Mart, cheia de fantasmas de lençol e zumbis robóticos que soltavam um grunhido estático quando você passava. No outro lado tinha uma saída, a única porta além da qual eu entrei. Passei através das falsas teias de aranha e fui para o segundo quarto.
Fui recebido por uma névoa assim que abri a porta do segundo quarto. O quarto definitivamente apostou alto nos termos de tecnologia. Não havia apenas uma máquina de fumaça, mas morcegos pendurados pelo teto e girando em círculos. Assustador. Eles pareciam ter em algum lugar da sala, uma trilha sonora em loop de Halloween que qualquer um encontra em uma loja de R$1,99. Eu não vi um rádio, mas imaginei que eles tenham usado um sistema de PA. Eu pisei em cima de alguns ratos de brinquedo com rodinhas e andei com o peito inchado para a próxima área. Eu alcancei a maçaneta e meu coração parou. Eu não queria abrir essa porta. O sentimento de medo bateu tão forte que eu mal conseguia pensar. A lógica voltou depois de alguns momentos aterrorizantes, e eu abri a porta e entrei no próximo cômodo.
No quarto 3 foi quando as coisas começaram a mudar.
A primeira vista, parecia como um quarto normal. Havia uma cadeira no meio do quarto com piso de madeira. Uma lâmpada no canto fazia o péssimo trabalho de iluminar a área, e lançava algumas sombras sobre o chão e as paredes. Esse era o problema. Sombras. Plural. Com a exceção da cadeira, havia outras. Eu mal tinha entrado e já estava apavorado. Foi naquele momento que eu soube que algo não estava certo. Eu nem sequer pensava quando automaticamente tentei abrir a porta de qual eu vim. Estava trancada pelo outro lado.
Isso me deixou atormentado. Alguém estava trancando as portas conforme eu progredia? Não havia como. Eu teria ouvido. Seria uma trava mecânica que fechava automaticamente? Talvez. Mas eu estava muito assustado pra pensar. Eu me voltei para o quarto e as sombras tinham sumido. A sombra da cadeira permaneceu, mas as outras se foram. Comecei a andar lentamente. Eu costumava alucinar quando era criança, então eu conclui que as sombras eram um produto da minha imaginação. Comecei a me sentir melhor assim que fui para o meio da sala. Olhei para baixo enquanto andava, e foi aí que eu vi. A minha sombra não estava lá. Eu não tive tempo para gritar. Corri o mais rápido que pude para a outra porta e me atirei sem pensar no próximo quarto.
O quarto cômodo foi possivelmente o mais perturbador. Assim que eu fechei a porta, toda a luz pareceu ser sugada para fora e colocada no quarto anterior. Eu fiquei ali, rodeado pela escuridão, e não conseguia me mexer. Não tenho medo do escuro, e nunca tive, mas eu estava absolutamente aterrorizado. Toda a minha visão tinha me deixado. Eu ergui minha mão na frente do meu rosto e se eu não soubesse que tinha feito isso, nunca seria capaz de contar. Não conseguia ouvir nada. Estava um silêncio mortal. Quando você está em uma sala à prova de som, ainda é capaz de se ouvir respirar. Você consegue ouvir a si mesmo estar vivo. Eu não podia. Comecei a tropeçar depois de alguns momentos, a única coisa que eu podia sentir era meu coração batendo rapidamente. Não havia nenhuma porta à vista. Eu não tinha nem sequer certeza se havia uma porta mesmo. O silêncio foi quebrado por um zumbido baixo.
Senti algo atrás de mim. Vire-me bruscamente mas mal conseguia ver meu nariz. Mas eu sabia que era lá. Independentemente do quão escuro estava, eu sabia que tinha algo lá. O zumbido ficou mais alto, mais perto. Parecia me cercar, mas eu sabia que o que quer que estivesse causando o barulho, estava na minha frente, se aproximando. Dei um passo para trás, eu nunca tinha sentido esse tipo de medo. Eu realmente não consigo descrever o verdadeiro medo. Não estava nem com medo de morrer, mas sim do modo que isso ia acontecer. Tinha medo do que a coisa reservara para mim. Então as luzes piscaram por menos de um segundo e eu vi. Nada. Eu não vi nada e eu sei que eu não vi nada lá. O quarto estava novamente mergulhado na escuridão, e o zumbido era agora um guincho selvagem. Eu gritei em protesto, não conseguiria ouvir o barulho por mais um maldito minuto. Eu corri para trás, longe do barulho, e comecei a procurar pela maçaneta. Me virei e cai dentro do quarto 5.
Antes que eu descreva o quarto 5, você deve entender algo. Eu não sou um viciado. Nunca tive história de abuso de drogas ou qualquer tipo de psicoses além das alucinações na minha infância que eu já mencionei, e elas eram apenas quando eu estava realmente cansado ou tinha acabado de acordar. Eu entrei na Casa sem Fim limpo.
Depois de cair do quarto anterior, minha visão do quinto quarto foi de costas, olhando pro teto. O que eu vi não me assustou, apenas me surpreendeu. Árvores tinha crescido no quarto e se erguiam acima da minha cabeça. O teto desse quarto era mais alto que os outros, o que me fez pensar que eu estava no centro da casa. Me levantei do chão, me limpei e olhei ao redor. Era definitivamente o maior quarto de todos. Eu sequer conseguia ver a porta de onde eu estava, os vários arbustos e árvores devem ter bloqueado a minha linha de visão da saída. Nesse momento eu notei que os quartos estavam ficando mais assustadores, mas esse era um paraíso em comparação ao último. Também assumi que o que estava no quarto quatro ficou lá. Eu estava incrivelmente errado.
Conforme eu andava, comecei a ouvir o que se poderia ouvir em uma floresta, o barulho dos insetos se movendo e dos pássaros voando pareciam ser as minhas únicas companhias nesse quarto. Isso foi o que mais me incomodou. Eu podia ouvir os insetos e os outros animais, mas não conseguia vê-los. Comecei a me perguntar quão grande essa casa era. De fora, quando eu caminhei até ela, parecia como uma casa normal. Era definitivamente na maior parte da casa, já que tinha quase uma floresta inteira. A abóbada cobria minha visão do teto, mas eu assumi que ele ainda estava lá, por mais alto que fosse. Eu também não via nenhuma parede. A única maneira que eu sabia que ainda estava dentro da casa era por causa do chão compatível com o dos outros quartos, pisos escuros de madeira. Continuei andando na esperança que a próxima árvore que eu passasse revelaria a porta. Depois de alguns momento de caminhada, senti um mosquito no meu braço. O espantei e continuei. Um segundo depois, senti cerca de dez mais deles em diferentes lugares da minha pele. Senti eles rastejarem para cima e para baixo nos meus braços e pernas, e algum deles foram para o meu rosto. Eu me agitava freneticamente para espantá-los mas eles continuavam rastejando. Eu olhei para baixo e soltei um grito abafado, mais um ganido, para ser honesto. Eu não vi um único inseto. Nenhum inseto estava em mim, mas eu conseguia senti-los. Eu ouvia eles voando pelo meu rosto e picando a minha pele, mas não conseguia ver um único inseto. Me joguei no chão e comecei a rolar descontroladamente. Eu estava desesperado. Eu odiava insetos, especialmente os que eu não conseguia ver ou tocar. Mas eles conseguiam me tocar, e estavam por toda parte.
Eu comecei a rastejar. Não tinha ideia para onde estava indo, a entrada não estava a vista, e eu ainda não tinha visto a saída. Então eu apenas rastejei, minha pele se contorcendo com a presença desses insetos fantasmas. Depois do que pareceu horas, eu achei a porta. Agarrei a árvore mais próxima e me apoiei nela, eu dava tapas nos meus braços e pernas, sem sucesso. Tentei correr mas não conseguia, meu corpo estava exausto de rastejar e lidar com o que quer que estivesse no meu corpo. Eu dei alguns passos vacilantes até a porta, me segurando em cada árvore para me apoiar. Estava a poucos passos da porta quando eu ouvi. O zumbido baixo de antes. Estava vindo do próximo quarto, e era mais profundo. Eu podia quase senti-lo dentro do meu corpo, como quando você está do lado de um amplificador em um show. O sensação dos insetos em mim diminuiu quando o zumbido ficou mais alto. Assim que eu coloquei a mão na maçaneta, os insetos se foram completamente, mas eu não conseguia girar a maçaneta. Eu sabia que se eu soltasse, os insetos voltariam, e eu não voltaria para o cômodo quatro. Eu apenas fiquei ali, minha cabeça pressionada contra a porta marcada 6, minha mão trêmula segurando a maçaneta. O zumbido era tão alto que eu não conseguia nem me ouvir fingir pensar. Eu não podia fazer nada além de prosseguir. O quarto 6 era o próximo, e ele era o inferno.
Fechei a porta atrás de mim, meus olhos fechados e meus ouvidos zunindo. O zumbido me rodeava. Assim que a porta fechou, o zumbido se foi. Abri meus olhos e a porta que eu fechei sumira. Era apenas uma parede agora. Olhei em volta em choque. O quarto era idêntico ao terceiro, a mesma cadeira e lâmpada, mas com a quantidade de sombras corretas dessa vez. A única real diferença é que a porta de saída, e a que eu vim, tinham sumido. Como eu disse antes, eu não tinha problemas anteriores nos termos de instabilidade mental, mas no momento eu sentia como se estivesse louco. Eu não gritei. Não fiz um som. No começo eu arranhei suavemente. A parede era resistente, mas eu sabia que a porta estava lá, em algum lugar. Eu apenas sabia que estava. Arranhei onde a maçaneta estava. Arranhei a parede freneticamente com ambas as mãos, minhas unhas começaram a ser lixadas pela parede. Cai silenciosamente de joelho, o único som no quarto era o incessante arranhar contra a parede. Eu sabia que estava lá. A porta estava lá, eu sabia que estava apenas lá, sabia que se eu pudesse passar pela parede-
"Você está bem?"
Pulei do chão e me virei rapidamente. Me encostei contra a parede atrás de mim e vi o que falou comigo, e até hoje eu me arrependo de ter me virado.
A garotinha usava um vestido branco que descia até seus tornozelos. Ela tinha longos cabelos loiros que desciam até o meio das suas costas, pele branca e olhos azuis. Ela era a coisa mais assustadora que eu já tinha visto, e eu sei que nada na vida será tão angustiante como o que eu vi nela. Enquanto eu a olhava, eu via a jovem menina, mas também via algo mais. Onde ela estava eu vi o que parecia com um corpo de um homem maior do que o normal e coberto de pelos. Ele estava nu da cabeça ao dedão do pé, mas sua cabeça não era humana, e seus pés eram cascos. Não era o diabo, mas naquele momento poderia muito bem ter sido. Sua cabeça era a cabeça de um carneiro e o focinho de um lobo. Era horrível, e era como a menininha a minha frente. Eles tinham a mesma forma. Eu não consigo realmente descrever, mas eu via os dois ao mesmo tempo. Eles compartilhavam o mesmo lugar do quarto, mas era como olhar para duas dimensões separadas. Quando eu olhava a menina, eu via a coisa, e quando eu olhava a coisa, eu via a menina. Eu não conseguia falar. Eu mal conseguia ver. Minha mente estava se revoltando contra o que eu tentava processar. Eu já tive medo antes na minha vida, e eu nunca tinha estado mais assutado do que quando fiquei preso no quarto 4, mas isso foi antes do sexto. Eu apenas fiquei ali, olhando para o que quer que fosse que falou comigo. Não havia saída. Eu estava preso lá com aquilo. E então ela falou de novo.
"David, você deveria ter ouvido"
Quando aquilo falou, eu ouvi palavras da menina, mas a outra coisa falou atrás da minha mente numa voz que eu não tentarei descrever. Não havia nenhum outro som. A voz apenas continuava repetindo a frase de novo e de novo na minha mente, e eu concordei. Eu não sabia o que fazer. Estava ficando louco e ainda assim eu não conseguia tirar os olhos do que estava na minha frente. Cai no chão. Pensei que tinha desmaiado, mas o quarto não deixaria isso acontecer. Eu apenas queria que isso terminasse. Eu estava de lado, meus olhos bem apertos e a coisa olhando pra mim. No chão na minha frente estava correndo um dos ratos de brinquedo do segundo quarto. A casa estava brincando comigo. Mas por alguma razão, ver esse rato fez a minha mente voltar de onde quer que ela estivesse, e olhar ao redor do quarto. Eu sairia de lá. Estava determinado a sair daquela casa e nunca mais pensar sobre ela novamente. Eu sabia que esse quarto era o inferno e não estava pronto para ficar lá. No começo apenas meus olhos se moviam. Eu procurava nas paredes por qualquer tipo de abertura. O quarto não era muito grande, então não demorou muito para que eu checasse tudo. O demônio continuava zombando de mim, a voz cada vez mais alta como a coisa parada lá. Coloquei minha mão no chão e fiquei de quatro, e voltei a explorar a parede atrás de mim. Então eu vi algo que eu não podia acreditar. A coisa estava agora diretamente nas minhas costas, sussurrando como eu não deveria ter vindo. Eu senti sua respiração na minha nuca, mas me recusei a me virar. Um grande retângulo foi riscado na madeira, com um pequeno entalhe no meio dele. E bem em frente aos meus olhos eu vi um 7 que eu tinha inconscientemente feito na parede. Eu sabia o que era. Quarto 7 estava bem onde o quarto 5 estava a momentos atrás.
Eu não sabia como eu tinha feito aquilo, talvez tenha sido apenas o meu estado no momento, mas eu tinha criado a porta. Eu sabia que tinha. Na minha loucura eu tinha riscado na parede o que eu mais precisava, uma saída para o próximo quarto. O quarto 7 estava perto. Eu sabia que o demônio estava bem atrás de mim, mas por alguma razão, ele não conseguia me tocar. Fechei meus olhos e coloquei ambas as mãos no grande 7 na minha frente. E empurrei. Empurrei o mais forte que pude. O demônio agora gritava nos meus ouvidos. Ele e dizia que eu nunca iria embora. Me dizia que esse era o fim, mas que eu não iria morrer, eu iria ficar lá no quarto 6 com ele. Eu não iria. Empurrei e gritei com todo o meu fôlego. Eu sabia que alguma hora eu iria atravessar a parede. Cerrei meus olhos e gritei, e então o demônio se foi. Eu fui deixado no silêncio. Me virei lentamente e fui saudado com o quarto estando como estava quando eu entrei, apenas uma cadeira e uma lâmpada. Eu não podia acreditar nisso, mas não tive tempo de me habituar. Me virei para o 7 e pulei levemente para trás. O que eu vi foi uma porta. Não a que eu tinha riscado lá, mas uma porta normal com um grande 7 nela. Todo o meu corpo tremia. Me levou um tempo para girar a maçaneta. Eu apenas fiquei lá, parado por um tempo, encarando a porta. Eu não podia ficar no quarto 6, não podia. Mas se isso foi apenas o quarto 6, não conseguia imaginar o que me aguardava no 7. Devo ter ficado lá por uma hora, apenas olhando para o 7. Finalmente, respirei fundo e girei a maçaneta, abrindo a porta para o quarto 7.
Cambaleei através da porta mentalmente exausto e fisicamente fraco. A porta atrás de mim se fechou, e eu me toquei de onde estava. Eu estava fora. Não fora como no quarto 5, eu estava realmente lá fora. Meus olhos ardiam. Eu queria chorar. Cai de joelhos e tentei, mas não consegui. Eu estava finalmente fora daquele inferno. Nem sequer me importava com o prêmio que foi prometido. Me virei e vi que porta que eu tinha acabado de atravessar era a entrada. Andei até o meu carro e dirigi para casa, pensando em o quão bom seria tomar um banho.
Assim que cheguei em casa, me senti desconfortável. A alegria de deixar a Casa Sem Fim tinha sumido, e um temor crescia lentamente em meu estômago. Parei de pensar nisso e fiz meu caminho para a porta da frente. Entrei e imediatamente subi para o meu quarto. Eu entrei lá e na minha cama estava meu gato Baskerville. Ele foi a primeira coisa viva que eu vi aquela noite, e fui fazer carinho nele. Ele sibilou e bateu na minha mão. Recuei em choque, ele nunca tinha agido assim. Eu pensei "tanto faz, ele é um gato velho". Fui para o banho e me aprontei para o que eu esperava ser uma noite de insônia.
Depois do meu banho, fui cozinhar algo. Desci as escadas e me virei para a sala de estar, e vi o que ficaria para sempre gravado em minha mente. Meus pais estavam deitados no chão, nus e cobertos de sangue. Foram mutilado ao ponto de estarem quase identificáveis. Seus membros foram removidos e colocados do lado dos seus corpos, e suas cabeças em seus peitos, olhando para mim. A pior parte eram suas expressões. Eles sorriam, como se estivessem felizes em me ver. Vomitei e comecei a chorar lá mesmo. Eu não sabia o que tinha acontecido, eles nem sequer moravam comigo. Eu estava confuso. E então eu vi. Uma porta que nunca esteve lá antes. Uma porta com um grande 8 riscado com sangue nela.
Eu continuava na casa. Estava na minha sala de estar, mas ainda assim, no quarto 7. O rosto dos meus pais sorriram mais assim que eu percebi isso. Eles não eram meus pais, não podiam ser. Mas pareciam exatamente como eles. A porta marcada com um 8 estava do outro lado, depois dos corpos mutilados na minha frente. Eu sabia que tinha que continuar, mas naquele momento eu desisti. Os rostos sorridentes acabaram comigo, me seguravam lá onde eu estava. Vomitei novamente e quase entrei em colapso. E então, o zumbido voltou. Estava mais alto do que nunca, enchia a casa e tremia as paredes. O zumbido me obrigou a andar. Comecei a andar lentamente, indo em direção a porta e aos corpos. Eu mal conseguia ficar em pé, ainda mais andar, e quanto mais perto eu ia dos meus pais, mais perto do suicídio eu estava. As paredes agora tremiam tanto que parecia que desmoronariam, mas ainda assim os rostos sorriam para mim. Cada vez que eu me movia, os olhos me seguiam. Agora eu estava entre os dois corpos, a alguns metros da porta. As mãos desmembradas rastejaram em minha direção, o tempo todo os rostos continuavam a me olhar fixamente. Um novo terror tomou conta de mim e eu andei mais rápido. Eu não queria ouvir eles falarem. Não queria que as vozes fossem iguais a dos meus pais. Eles começaram a abrir suas bocas, e agora as mãos estavam a centímetros dos meus pés. Em um movimento desesperado, corri até a porta, a abri, e bati com ela atrás de mim. Quarto 8.
Eu estava farto. Depois do que acabara de acontecer, eu sabia que não tinha mais nada que essa porra de casa pudesse ter que eu não pudesse sobreviver. Não havia nada além do fogo do inferno que eu não estava preparado. Infelizmente eu subestimei as capacidades da Casa Sem Fim. Infelizmente, as coisas ficaram mais perturbadoras, mais terríveis e mais indescritíveis no quarto 8.
Eu continuo tendo dificuldade me acreditar no que eu vi na sala 8. De novo, o quarto era uma cópia do quarto 6 e 4, mas sentado na cadeira normalmente vazia, estava um homem. Depois de alguns segundos de descrença, minha mente finalmente aceitou o fato de que o homem sentado lá era eu. Não alguém que parecia comigo, ele era David Williams. Me aproximei. Eu tinha que dar uma olhada melhor, mesmo tendo certeza disso. Ele olhou para mim e notei lágrimas em seus olhos.
"Por favor.... por favor, não faça isso. Por favor, não me machuque."
"O que?" Eu disse. "Quem é você? Eu não vou te machucar."
"Sim, você vai" Ele soluçava agora. "Você vai me machucar e eu não quero que você faça isso." Ele colocou suas pernas para cima na cadeira e começou a se balançar para frente e para trás. Foi realmente bem patético de olhar, principalmente por ele ser eu, idêntico em todos os sentidos.
"Escute, quem é você?" Eu estava agora apenas a alguns metros do meu doppelganger. Foi a mais estranha experiência que eu tive, estar lá falando comigo mesmo. Eu não estava assustado, mas ficaria logo. "Por que você-?"
"Você vai me machucar, você vai me machucar, se você quer sair você vai me machucar"
"Por que você está falando isso? Apenas se acalme, certo? Vamos tentar entender isso e-" E então eu vi. O David sentado lá estava usando as mesmas roupas que eu, exceto por uma pequena mancha vermelha bordada em sua camisa com um número 9"
"Você vai me machucar, você vai me machucar, não, por favor, você vai me machucar..."
Meus olhos não deixaram o pequeno número no seu peito. Eu sabia exatamente o que era. As primeiras portas foram simples, mas depois elas ficaram mais ambíguas. 7 foi arranhada na parede pelas minhas próprias mãos. 8 foi marcada com o sangue dos meus pais. Mas 9 - esse número era uma pessoa, uma pessoa viva. E o pior, era uma pessoa que parecia exatamente comigo.
"David?" Eu tive que perguntar.
"Sim... você vai me machucar, você vai me machucar..." Ele continuo a soluçar e a se balançar. Ele respondeu ao David. Ele era eu, até a voz. Mas aquele 9. Eu andei por alguns minutos enquanto ele chorava em sua cadeira. O quarto não tinha nenhuma porta, e assim como o 6, a porta da qual eu vim tinha sumido. Por alguma razão, eu sabia que arranhar não me levaria a nenhum lugar dessa vez. Estudei as paredes e o chão em volta da cadeira, abaixando a minha cabeça e vendo se tinha algo embaixo dela. Infelizmente, tinha. Embaixo da cadeira tinha uma faca. Junto com ela tinha uma nota onde se lia: Para David - Da Gerência.
A sensação em meu estômago quando eu li a nota foi algo sinistro. Eu queria vomitar, e a última coisa que eu queria fazer era remover a faca debaixo da cadeira. O outro David continuava a soluçar incontrolavelmente. Minha mente girava em volta de questões sem respostas. Quem colocou isso aqui e como sabiam meu nome? Sem mencionar o fato de que eu estava ajoelhado no chão frio e também estava sentado naquela cadeira, soluçando e pedindo para não ser machucado por mim mesmo. Isso tudo era muito para processar. A casa e a gerência estavam brincando comigo esse tempo todo. Meus pensamentos, por alguma razão, foram para Peter, e se ele chegou tão longe ou não. E se ele chegou, se ele conheceu um Peter Terry soluçando nesta cadeira, se balançando para frente e para trás. Eu expulsei esses pensamentos da minha cabeça, eles não importavam. Eu peguei a faca debaixo da cadeira e imediatamente o outro David se calou.
"David," ele disse na minha voz, "o que você pensa que vai fazer?"
Me levantei do chão e apertei a faca na minha mão.
"Eu vou sair daqui."
David continuava sentado na cadeira, mas estava bem calmo agora. Ele olhou pra mim com um sorriso fraco. Eu não sabia se ele iria rir ou me estrangular. Lentamente ele se levantou da cadeira e ficou de frente para mim. Era estranho. Sua altura e até a maneira que ele estava eram iguais a mim. Eu senti o cabo de borracha da faca na minha mão e apertei ela mais forte. Eu não sabia o que planejava fazer com isso, mas sentia que eu ia precisar dela.
"Agora" sua voz era um pouco mais profunda que a minha. "Eu vou te machucar. Eu vou te machucar e eu vou te manter aqui" Eu não respondi. Eu apenas o ataquei e o segurei no chão. Eu tinha montado nele e olhei para baixo, faca apontada e preparada. Ele olhou para mim apavorado. Era como se eu estivesse olhando para um espelho. E então, o zumbido retornou, baixo e distante, mas ainda assim eu o sentia no meu corpo. David olhou mim e eu olhei para mim mesmo. O zumbido foi ficando mais alto, e eu senti algo dentro de mim se romper. Com apenas um movimento, eu enfiei a faca na marca em seu peito e rasguei. A escuridão inundou o quarto, e eu estava caindo.
A escuridão em volta de mim era diferente de tudo que eu já tinha experimentado até aquele ponto. O Quarto 3 era escuro, mas não chegou nem perto dessa que tinha me engolido completamente. Depois de um tempo, eu não tinha nem mais certeza se continuava caindo. Me sentia leve, coberto pela escuridão. E então, uma tristeza profunda veio até mim. Me senti perdido, deprimido, suicida. A visão dos meus pais entrou na minha mente. Eu sabia que não era real, mas eu tinha visto aquilo, e a mente tem dificuldades em diferenciar o que é real e o que não é. A tristeza só aumentava. Eu estava no quarto 9 pelo que parecia dias. O quarto final. E era exatamente o que isso era, o fim. A Casa Sem Fim tinha um final, e eu tinha alcançado isso. Naquele momento, eu desisti. Eu sabia que eu estaria naquele estado pra sempre, acompanhado por nada além da escuridão. Nem o zumbido estava lá para me manter são. Eu tinha perdido todos os sentidos. Não conseguia sentir eu mesmo. Não conseguia ouvir nada, a visão era inútil aqui, e eu procurei por algum gosto na minha boca e não achei nada. Me senti desencarnado e completamente perdido. Eu sabia onde eu estava. Isso era o inferno. O Quarto 9 era o inferno. E então aconteceu. Uma luz. Uma dessas luzes estereotipadas no fim do túnel. Então eu senti o chão vir até mim, eu estava em pé. Depois de um momento ou dois para reunir meus pensamentos e sentidos, eu andei lentamente em direção a essa luz.
Assim que eu me aproximei da luz, ela tomou forma. Era uma luz saindo da fenda de uma porta, dessa vez sem nenhuma marca. Eu lentamente andei através da porta e me encontrei de volta onde eu comecei, no lobby da Casa Sem Fim. Estava exatamente como eu deixei. Continuava vazia, continuava decorada com enfeites infantis de Halloween. Depois de tudo o que aconteceu aquela noite, eu continuava desconfiado de onde eu estava. Depois de alguns momentos de normalidade, eu olhei em volta tentando achar qualquer coisa diferente. Na mesa estava um envelope branco com o meu nome escrito nele. Muito curioso, mas ainda assim cauteloso, juntei coragem para abrir o envelope. Dentro estava uma carta escrita à mão.
David Williams,
Parabéns! Você chegou ao final da Casa Sem Fim! Por favor, aceite esse prêmio como um símbolo da sua grande conquista.
Da sua eterna,
Gerência
Junto com a carta, tinham cinco notas de 100 dólares.
Eu não conseguia parar de rir. Eu ri pelo que pareceram horas. Eu ri enquanto andava até o carro e ri enquanto dirigia pra casa. Eu ri enquanto estacionava o carro na minha garagem, ri enquanto abria a porta da frente da minha casa e ri quando vi um pequeno 10 gravado na madeira.
A NOVELA
"E rezou para que tudo fosse uma novela".
Assim terminava seu longo livro, que lhe custou muitos dias de trabalho e noites de insônia. No dia seguinte ele o publicou e, para sua surpresa, recebeu boas críticas.
Todos elogiavam sua tão bem narrada história, na qual relata a história de uma pessoa que sequestra uma mulher e a deixa em cativeiro por vários anos no sótão de sua casa. Os críticos parabenizaram os diálogos e a atmosfera tensa e obscura que rodeava a obra.
Contudo, o autor do relato sabia bem que sua principal fonte de inspiração foi sua esposa, ela foi quem o incentivou a escrever esse romance. Assim, como forma de agradecimento, após o trabalho ele lhe comprou um ramo de flores. Ao chegar em sua casa, abriu a porta e pegou uma chave que repousava sobre a mesa, depois abriu a porta do sótão e desceu as barulhentas escadas.
Lá embaixo, acendeu as luzes que iluminaram a escuridão, e ali estava, em um canto, o que uma vez foi uma moça linda de cabelos loiros e olhos tranquilos. O que uma vez foi uma jovem doce e amável, que um dia foi sequestrada por um doente e deixada em cativeiro em um sótão por quem sabe quantos anos. Essa mesma moça, a quem só restava seus ossos e sua carne em decomposição.
O homem se aproximou do cadáver e disse com alegria: "Obrigado meu amor, foi tudo graças a você".
Assim terminava seu longo livro, que lhe custou muitos dias de trabalho e noites de insônia. No dia seguinte ele o publicou e, para sua surpresa, recebeu boas críticas.
Todos elogiavam sua tão bem narrada história, na qual relata a história de uma pessoa que sequestra uma mulher e a deixa em cativeiro por vários anos no sótão de sua casa. Os críticos parabenizaram os diálogos e a atmosfera tensa e obscura que rodeava a obra.
Contudo, o autor do relato sabia bem que sua principal fonte de inspiração foi sua esposa, ela foi quem o incentivou a escrever esse romance. Assim, como forma de agradecimento, após o trabalho ele lhe comprou um ramo de flores. Ao chegar em sua casa, abriu a porta e pegou uma chave que repousava sobre a mesa, depois abriu a porta do sótão e desceu as barulhentas escadas.
Lá embaixo, acendeu as luzes que iluminaram a escuridão, e ali estava, em um canto, o que uma vez foi uma moça linda de cabelos loiros e olhos tranquilos. O que uma vez foi uma jovem doce e amável, que um dia foi sequestrada por um doente e deixada em cativeiro em um sótão por quem sabe quantos anos. Essa mesma moça, a quem só restava seus ossos e sua carne em decomposição.
O homem se aproximou do cadáver e disse com alegria: "Obrigado meu amor, foi tudo graças a você".
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
A segunda casa
Eu vivo com minha mãe e meu pai e o meu irmãozinho que ainda tem so 12
Mêses.l
Eu simplesmente estava indo para minha escola como sempre,esperando para apanhar mais uma vez como sempre,por mim ter mais dinheiro que os outros alunos,eles amavam me bater e pegar o meu dinheiro do lanche,Meus pais haviam me botado em uma escola pública Qualquer pós eu Sempre fui de odiar os pobres,nunca gostei muito dos negros,na verdade eu nunca tive preconceito com negros eu só tenho medo deles,quando eu havia entrado na escola as pessoas viviam me olhando pós eu não havia entrado em um geito humilde,Eu estava com uma mochila Nike,que custava uns 250 dólares,E Estava com 20 dólares para o lanche,Eu não sei como mas as pessoas Parecem notar em coisas caras,Um garoto havia visto que eu estava com 20 dólares pos eu havia deixado em um bolso do lado da mochila com vários buracos pequenos,Ele me falou: - Tá cheio de Dinheiro Em,Compartilha com os novos Amigos.
Eu Respondi:Eu não arranja seu próprio dinheiro.
Não irei contar tudo pós se não eu iria demorar muito para terminar mas Resumindo Ele Não gostou da minha resposta e quando chegou o recreio ele começou a me bater e pegou meu dinheiro,Ae isso começou a acontecer todos os dias os amigos dele e ele me batendo,eu não achava mas é como se naquela escola pública ninguém estivesse se importando pelo que estava acontecendo,pós eu já falei para o diretor mas simplesmente ele não fez nada deixou por isso mesmo.
Eu tinha medo de contar para minha mãe pós ela poderia achar que ele estão me batendo por mim poder estar se achando superior.
Quase todos dias quando eu chegava da escola eu entrava no meu quarto e começava a chorar.
Eu nunca Tive amigos nem nunca irei ter isso era o que vinha a minha cabeça.
Um dia quando estava me preparando para ir para a escola eu havia decidido que iria fugir,Havia esquecido de mencionar mas minha Mãe não estava nem Ae para mim e meu pai era um empresário que trabalhava o dia inteiro e nunca tinha tempo para mim.
Quando estava indo para escola eu havia pego outro Caminho e comecei a correr,eu havia posto em minha mochila 950 dólares para tentar sobreviver sem passar fome,eu havia chegado em uma rua estava sem ninguém comecei a andar sem rumo até achar uma casa abandonada,Era uma casa verdadeiramente chique em um estilo antigo,eu havia achado estranho parecia que ela tinha sido deixada abandonada a um dia atrás.
Na porta dela estava escrito Abandonada,Nos trocamos para nunca mais. Eu não tinha entendido o que aquilo queria dizer mas quando abri a porta que não estava trancada,Achei estranho pós havia vários objetos de valor dentro da casa e ninguém havia roubado-os Na verdade eu havia achado estranho demais,Eu retirei a placa,em que estava escrito abandonada e havia fechado a porta eu havia prendendo um grampo na fechadura e o prendi com uma cadeira para ninguém conseguir entrar.
Eram 6 Hrs da Tarde,Eu havia achado um quarto bem chique que também parecia ter sido de uma criança pós havia alguns brinquedos nele,Uma outra coisa estranha foi o fato de que na casa havia eletricidade,mas quem pagava a luz? Eu comecei a achar que a eletricidade estava sendo dada de graça,o tempo foi passando até chegar a noite 10 Hrs,Estava Vendo televisão nesta casa abandonada mágica,Até bater um sono fui dormir,eu não estava nem Ae para os meus pais,Eu Comecei a Achar que estava bem Melhor do que eu estava antes e que Fugir foi a melhor coisa que eu já havia! feito Ao Menos Por Enquanto. Eu havia acordado umas 4 Hrs Da Manhã,Estava com sono então eu não havia me importado tentei dormir de novo mas eu não consegui.
Eu comecei a ouvir vozes como se ouve-se alguém lá fora.
Eu abri a janela do quarto mas não havia ninguém,Havia Abrindo uma janela e havia saído para fora para procurar se tinha alguém me zoando ou algo do tipo,Até que eu notei algo estranho ou céu estava cinza nublado sendo que ainda eram 4 Da manhã
Fiquei assustado,então entrei de volta para dentro,quando comecei a ouvir passos dentro da casa,
Fui ouvindo os passos e
Seguindo eles ate que eu cheguei na cozinha e não havia ninguem,fui correndo de volta para o quarto,estava com medo,
Comecei a pensar que isso era coisa da minha cabeça e fui tentar dormir,ate que eu ouvi o barulho de um vidro se quebrando,havia saído da cama devagar
e começei a andar devagar para ver se tinha alguem,ate que ouvi uma criança chorando,fui andando ate onde o som do choro estava,havia um garotinho chorando em um quarto que estava desenhado bolinhas e o quarto era azul com branco,provavelmente o quarto de alguma criança,quando cheguei ate ele eu perguntei com medo
Quem é você
?
Por que esta
Chorando
?
O garotinho se levantou e começou a correr,eu fui seguindo ele ate um quarto,quando entrei o garoto havia desaparecido,e a porta se fechou,nela estava escrito
Segunda
Casa
Eu fiquei com mais medo do que estava antes,onde eu estava era uma sala gigante,ate que apareceu um homem,
Que estava com um
Jaleco branco,
E com uns
Olhos
Azuis
Claros
ele chegou andando como se estivesse querendo chorar,eu falei -quem é você
?
ele começou a chorar,ele pegou uma faca e falou assim você tem
10 segundos para me matar,se não fizer nada eu terei que te matar,eu fiquei paranoico ele começou a contar,quando chegou no 3 ele começou a me dar leves cortes,eu sem saber o que fazer temendo pela minha vida peguei a faca e enfiei na bariga dele com os olhos fechados eu estava com tanto medo que
começei a chorar quando abri os olhos ele havia desaparecido,eu começei a correr pela casa que era gigante chorando a procura de uma saída,não haviam janelas para mim fugir,ate que um boneco chegou andando ate mim com a cabeça com sangue
na verdade eu não sabia se era um boneco ou uma boneca,eu começei a gritar por socorro com medo,meus pés haviam ficado presos no chão e eu não conseguia correr,o boneco ou boneco havia pego uma faca e começou a cortar a minha mão eu gritei o tempo todo mas ninguem me ouvia,o boneco ficava me olhando com uma expressão seria,ate que cortando minha mão,ele na verdade estava cortando meu braço,não cortando meu braço o arrancando fora mas sim fazendo cortes,
Ate que ele foi e cortou meu dedão e pós
em uma tijela com outros dedos,ele botou açucar nos dedos
depois ele pegou a tijela e saiu com o meu dedo e os outros,eu estava chorando sem parar minhas pernas eu ja conseguia mover,mas eu so fiquei parado chorando com medo,ate que o garotinho havia aparecido e me disse -Calma não chore eu não irei lhe fazer nada,você ja pode dormir,
Mas ainda ha mas algo ruim que ira lhe aconteçer.
Eu desmaiei
Acordei em casa na minha cama ja era de dia fui correndo chorando ate o quarto dos meus pais sem nem saber se
o que aconteçeu era Real,
Quando abri a porta do Quarto deles
Eles não estavam lá,Fui procurar eles pela casa,ate que eu vi minha mãe e meu irmão no chão do banheiro mortos
E Meu pai desapareceu
Mêses.l
Eu simplesmente estava indo para minha escola como sempre,esperando para apanhar mais uma vez como sempre,por mim ter mais dinheiro que os outros alunos,eles amavam me bater e pegar o meu dinheiro do lanche,Meus pais haviam me botado em uma escola pública Qualquer pós eu Sempre fui de odiar os pobres,nunca gostei muito dos negros,na verdade eu nunca tive preconceito com negros eu só tenho medo deles,quando eu havia entrado na escola as pessoas viviam me olhando pós eu não havia entrado em um geito humilde,Eu estava com uma mochila Nike,que custava uns 250 dólares,E Estava com 20 dólares para o lanche,Eu não sei como mas as pessoas Parecem notar em coisas caras,Um garoto havia visto que eu estava com 20 dólares pos eu havia deixado em um bolso do lado da mochila com vários buracos pequenos,Ele me falou: - Tá cheio de Dinheiro Em,Compartilha com os novos Amigos.
Eu Respondi:Eu não arranja seu próprio dinheiro.
Não irei contar tudo pós se não eu iria demorar muito para terminar mas Resumindo Ele Não gostou da minha resposta e quando chegou o recreio ele começou a me bater e pegou meu dinheiro,Ae isso começou a acontecer todos os dias os amigos dele e ele me batendo,eu não achava mas é como se naquela escola pública ninguém estivesse se importando pelo que estava acontecendo,pós eu já falei para o diretor mas simplesmente ele não fez nada deixou por isso mesmo.
Eu tinha medo de contar para minha mãe pós ela poderia achar que ele estão me batendo por mim poder estar se achando superior.
Quase todos dias quando eu chegava da escola eu entrava no meu quarto e começava a chorar.
Eu nunca Tive amigos nem nunca irei ter isso era o que vinha a minha cabeça.
Um dia quando estava me preparando para ir para a escola eu havia decidido que iria fugir,Havia esquecido de mencionar mas minha Mãe não estava nem Ae para mim e meu pai era um empresário que trabalhava o dia inteiro e nunca tinha tempo para mim.
Quando estava indo para escola eu havia pego outro Caminho e comecei a correr,eu havia posto em minha mochila 950 dólares para tentar sobreviver sem passar fome,eu havia chegado em uma rua estava sem ninguém comecei a andar sem rumo até achar uma casa abandonada,Era uma casa verdadeiramente chique em um estilo antigo,eu havia achado estranho parecia que ela tinha sido deixada abandonada a um dia atrás.
Na porta dela estava escrito Abandonada,Nos trocamos para nunca mais. Eu não tinha entendido o que aquilo queria dizer mas quando abri a porta que não estava trancada,Achei estranho pós havia vários objetos de valor dentro da casa e ninguém havia roubado-os Na verdade eu havia achado estranho demais,Eu retirei a placa,em que estava escrito abandonada e havia fechado a porta eu havia prendendo um grampo na fechadura e o prendi com uma cadeira para ninguém conseguir entrar.
Eram 6 Hrs da Tarde,Eu havia achado um quarto bem chique que também parecia ter sido de uma criança pós havia alguns brinquedos nele,Uma outra coisa estranha foi o fato de que na casa havia eletricidade,mas quem pagava a luz? Eu comecei a achar que a eletricidade estava sendo dada de graça,o tempo foi passando até chegar a noite 10 Hrs,Estava Vendo televisão nesta casa abandonada mágica,Até bater um sono fui dormir,eu não estava nem Ae para os meus pais,Eu Comecei a Achar que estava bem Melhor do que eu estava antes e que Fugir foi a melhor coisa que eu já havia! feito Ao Menos Por Enquanto. Eu havia acordado umas 4 Hrs Da Manhã,Estava com sono então eu não havia me importado tentei dormir de novo mas eu não consegui.
Eu comecei a ouvir vozes como se ouve-se alguém lá fora.
Eu abri a janela do quarto mas não havia ninguém,Havia Abrindo uma janela e havia saído para fora para procurar se tinha alguém me zoando ou algo do tipo,Até que eu notei algo estranho ou céu estava cinza nublado sendo que ainda eram 4 Da manhã
Fiquei assustado,então entrei de volta para dentro,quando comecei a ouvir passos dentro da casa,
Fui ouvindo os passos e
Seguindo eles ate que eu cheguei na cozinha e não havia ninguem,fui correndo de volta para o quarto,estava com medo,
Comecei a pensar que isso era coisa da minha cabeça e fui tentar dormir,ate que eu ouvi o barulho de um vidro se quebrando,havia saído da cama devagar
e começei a andar devagar para ver se tinha alguem,ate que ouvi uma criança chorando,fui andando ate onde o som do choro estava,havia um garotinho chorando em um quarto que estava desenhado bolinhas e o quarto era azul com branco,provavelmente o quarto de alguma criança,quando cheguei ate ele eu perguntei com medo
Quem é você
?
Por que esta
Chorando
?
O garotinho se levantou e começou a correr,eu fui seguindo ele ate um quarto,quando entrei o garoto havia desaparecido,e a porta se fechou,nela estava escrito
Segunda
Casa
Eu fiquei com mais medo do que estava antes,onde eu estava era uma sala gigante,ate que apareceu um homem,
Que estava com um
Jaleco branco,
E com uns
Olhos
Azuis
Claros
ele chegou andando como se estivesse querendo chorar,eu falei -quem é você
?
ele começou a chorar,ele pegou uma faca e falou assim você tem
10 segundos para me matar,se não fizer nada eu terei que te matar,eu fiquei paranoico ele começou a contar,quando chegou no 3 ele começou a me dar leves cortes,eu sem saber o que fazer temendo pela minha vida peguei a faca e enfiei na bariga dele com os olhos fechados eu estava com tanto medo que
começei a chorar quando abri os olhos ele havia desaparecido,eu começei a correr pela casa que era gigante chorando a procura de uma saída,não haviam janelas para mim fugir,ate que um boneco chegou andando ate mim com a cabeça com sangue
na verdade eu não sabia se era um boneco ou uma boneca,eu começei a gritar por socorro com medo,meus pés haviam ficado presos no chão e eu não conseguia correr,o boneco ou boneco havia pego uma faca e começou a cortar a minha mão eu gritei o tempo todo mas ninguem me ouvia,o boneco ficava me olhando com uma expressão seria,ate que cortando minha mão,ele na verdade estava cortando meu braço,não cortando meu braço o arrancando fora mas sim fazendo cortes,
Ate que ele foi e cortou meu dedão e pós
em uma tijela com outros dedos,ele botou açucar nos dedos
depois ele pegou a tijela e saiu com o meu dedo e os outros,eu estava chorando sem parar minhas pernas eu ja conseguia mover,mas eu so fiquei parado chorando com medo,ate que o garotinho havia aparecido e me disse -Calma não chore eu não irei lhe fazer nada,você ja pode dormir,
Mas ainda ha mas algo ruim que ira lhe aconteçer.
Eu desmaiei
Acordei em casa na minha cama ja era de dia fui correndo chorando ate o quarto dos meus pais sem nem saber se
o que aconteçeu era Real,
Quando abri a porta do Quarto deles
Eles não estavam lá,Fui procurar eles pela casa,ate que eu vi minha mãe e meu irmão no chão do banheiro mortos
E Meu pai desapareceu
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
You Dead
Oi... me chamo Elena, vim aqui te contar um fato que aconteceu comigo...
---Esses tempos eu estava mechendo no porão da minha casa nova, e encontrei um filme escrito " You Dead" bom como eu pensei que era um filme de terror dos antigos donos resolvi pegar pra assistir né (amo filmes de terror) pela capa seria um film pr dar medo mesmo, por isso resolvi chamar um amigo meu pra assistir comigo.
"Ligação-----
---- Brian, oi eu achei um filme de terror aqui em casa e pensei se você não gostaria de ver comigo?
---Oh espera um pouco Lena ja estou a caminho!
--- Okay vo te esperar.
"ligação off----
Depois dessa nossa longa conversa, demorou 5 minutos pra ele chegar, demorou até ja que ele mora do ouro lado da rua, ele chegou e eu coloquei o CD no DVD, no começo parecia um filme de terror normal com a mocinha perguntando "tem alguem ai?" e depois correndo pro mesmo lado do assassino e tals, só que no final do filme o envez de aparecer os creditos do filme do diretor e tals apareceu uma tela chuviscada, e a frase em vermelho sangue apareceu na tela "You Dead", Brian me olhou com um misto de surpresa e de medo
----Lena esse filme foi ótimo você não acha?
---- Lógico Brian!
-- Ja ta tarde xau baxinha
---- Xau idiota te vejo amanhã
--Okay
depois disso ele foi embora e eu fui dormir, no outro dia acordei fiz toda aquela rotina que eu não vou falar pra poupar tempo, eu liguei pro Brian e ele não atendeu, achei estranho mas pensei que ele ainda não tinha acordado, então resolvi ir na casa dele e acorda-lo, então cruzei a rua e usei a minha chave reserva para entrar, estranhei o long silencio que se encontrava aquela casa, subi para o quarto dele (pensei que ele tava pelado por isso fiquei um tempo na frente da porta até ter coragem de abrir), quando eu abri aquela porta eu vi... Oh Brian, não não podia ser, o Brian ele estava, ele estava morto, eu não podia acreditar no que estava escrito na parede "You Dead"...
Os policiais me falaram que a causa da morte dele foi parada cardiaca eu não podia acreditar que dentre tantos cortes ele havia morrido de parada cardiaca
---Esses tempos eu estava mechendo no porão da minha casa nova, e encontrei um filme escrito " You Dead" bom como eu pensei que era um filme de terror dos antigos donos resolvi pegar pra assistir né (amo filmes de terror) pela capa seria um film pr dar medo mesmo, por isso resolvi chamar um amigo meu pra assistir comigo.
"Ligação-----
---- Brian, oi eu achei um filme de terror aqui em casa e pensei se você não gostaria de ver comigo?
---Oh espera um pouco Lena ja estou a caminho!
--- Okay vo te esperar.
"ligação off----
Depois dessa nossa longa conversa, demorou 5 minutos pra ele chegar, demorou até ja que ele mora do ouro lado da rua, ele chegou e eu coloquei o CD no DVD, no começo parecia um filme de terror normal com a mocinha perguntando "tem alguem ai?" e depois correndo pro mesmo lado do assassino e tals, só que no final do filme o envez de aparecer os creditos do filme do diretor e tals apareceu uma tela chuviscada, e a frase em vermelho sangue apareceu na tela "You Dead", Brian me olhou com um misto de surpresa e de medo
----Lena esse filme foi ótimo você não acha?
---- Lógico Brian!
-- Ja ta tarde xau baxinha
---- Xau idiota te vejo amanhã
--Okay
depois disso ele foi embora e eu fui dormir, no outro dia acordei fiz toda aquela rotina que eu não vou falar pra poupar tempo, eu liguei pro Brian e ele não atendeu, achei estranho mas pensei que ele ainda não tinha acordado, então resolvi ir na casa dele e acorda-lo, então cruzei a rua e usei a minha chave reserva para entrar, estranhei o long silencio que se encontrava aquela casa, subi para o quarto dele (pensei que ele tava pelado por isso fiquei um tempo na frente da porta até ter coragem de abrir), quando eu abri aquela porta eu vi... Oh Brian, não não podia ser, o Brian ele estava, ele estava morto, eu não podia acreditar no que estava escrito na parede "You Dead"...
Os policiais me falaram que a causa da morte dele foi parada cardiaca eu não podia acreditar que dentre tantos cortes ele havia morrido de parada cardiaca
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